Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 20/08/2018
‘‘Alguma coisa está fora da Ordem, fora da Nova Ordem Mundial’’, a famosa música do cantor Caetano Veloso é uma crítica à Globalização, no qual o capitalismo, em massa, tornou-se evidente no âmbito mundial. Nesse viés, o consumismo exagerado e até mesmo fútil é uma realidade que, advinda da capitalização, persiste influenciando de maneira negativa a sociedade brasileira. Nesse contexto, mudanças drásticas de cunho político e midiático urgem na melhora dos efeitos colaterais do consumismo.
Em primeira análise, vale salientar que o consumo foi extremamente agravado no país após a Revolução Científica, visto que, com a expansão das mídias sociais, a influencia publicitária ficou mais frequente na vida do cidadão. Sendo assim, propagandas massificantes acarretaram na alienação, inclusive de crianças, que compram compulsivamente. Exemplo disso, são propagandas que utilizam figuras lúdicas para atrair crianças, pois dados do Instituto Aliana, de 2017, ratificam que metade do público infantil pesquisado compra produtos na influência de personagens famosos.
Além disso, deve-se pontuar que o limite de crédito, autorizado pela União, é muito acima da renda do trabalhador e está intrinsecamente ligado a expansão do consumo, pois as facilidades de compra geram uma realidade ilusória ao cidadão que gasta em demasia. Nesse contexto, já afirmava o sociólogo Bauman, que o problema não é consumir, mas o desejo insaciável de consumir, sob essa ótica percebe-se a problemática lastimável da compra excessiva que acarreta no endividamento populacional.
Diante dos fatos supracitados, espera-se a consonância entre Poder Público e mídia, tendo em vista a restrição da publicidade infantil que apenas será permitida após avaliação de publicitários, financiados pelo Governo, no intuito de banir propagandas de alto teor persuasivo, minimizando a alienação dessas crianças. Ademais, é preciso que a União estipule um teto de limite de crédito, condizente com o salário do cidadão, que será estabelecido em bancos e lojas, evitando ao máximo o endividamento da população.