Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 27/08/2018
Tinha uma pedra no meio do caminho
Consoante ao poeta Cazuza, “Vejo o futuro repetir o passado”, os maus hábitos de consumo no Brasil não é um problema atual. Desde a colonização no séc. XVI, essa vicissitude é uma realidade. De mesmo modo, no terceiro milênio, as dificuldade infelizmente persistem, seja pela ineficiente educação pública ou pela necessidade exagerada de consumo, ligada a hegemonia cultural.
Convém ressaltar a princípio, que, a hegemonia cultural em conjunto com a necessidade de consumo, é fator determinante para a existência do problema. O artigo 1º da Constituição Federal tem como fundamento a dignidade da pessoa humana. Entretanto, quando observa-se o atual cenário da sociedade brasileira, vê-se um corpo social oprimido no que tange ao consumismo exacerbado. Prova disso é o consumo inconsciente da maioria dos consumidores, que, de acordo com dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), cerca de 70% das pessoas têm um consumo inconsciente.
Outrossim, cabe salientar que a ineficácia da educação pública é grave e preocupante, uma vez que essa é a responsável por inserir cidadãos críticos na sociedade. Segundo a Prova Brasil, que avalia alunos da educação básica, mais de 80% não conseguem apontar a ideia principal de uma crônica ou de um poema. Como já disse o polímata Leonardo da Vince, quem pensa pouco, erra muito. Logo, compreende-se um estado que peca em sua função primordial: servir e proteger. Portanto, essa problemática é um mal a ser combatido em todo o território nacional.
Parafraseando Drummond, para que se retire as pedras do meio do caminho, destarte, são necessárias ações. Dessa forma, cabe ao Estado na figura do Ministério da Educação, realizar palestras e aulas em conjunto com as escolas públicas, com o objetivo de promover a proteção à dignidade da pessoa humana a partir do conhecimento dos direitos constitucionais presentes na Carta Magna, e, também, melhorar a educação pública no Brasil. Ademias, o Ministério das Comunicações juntamente com a mídia deve colar cartazes e realizar propagandas na TV e no rádio, sobre o consumismo inconsciente, a fim de aumentar a consciência e dar protagonismo as pessoas, tirando essa necessidade imposta pela hegemonia. Ação iniciada no presente é capaz de mudar o futuro de toda sociedade brasileira.