Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 27/08/2018

O “american way of life” nasceu e foi consolidado no pós-guerra. Essa filosofia de vida prega o consumismo como maneira primordial de alcançar a felicidade, e ilude brasileiros até os dias de hoje. Compras excessivas levam famílias à falência, cheias de dívidas com as quais não podem arcar. É preciso fazer uma intervenção nessa ideologia capitalista na vida dos indivíduos: a base da realização humana não se reduz em compras.

É importante citar os meios midiáticos de propaganda, primeiramente, que seduzem o consumidor. Isso vale para todas as idades, mas para os mais influenciáveis é ainda pior: crianças. É extremamente difícil para os pais lutarem contra, já que os especialistas nesses recursos usam todos os meios de atrair e convencer os jovens que os produtos são fundamentais em suas vidas: repetição, persuasão, reforço da associação entre o produto e a realização pessoal, dentre outros. Há duas esferas que podem intervir nessa situação. A primeira é o ambiente familiar, que tem a tarefa de regular a quantidade desse material que entra na casa. Já a segunda é a escola, que deve ensinar que esses métodos servem para usar as pessoas e há formas muito mais saudável de viver.

É alarmante, também, o número de brasileiros com o nome no SPC. Portanto, o governo deve disponibilizar gratuitamente especialistas em economia e empreendimento para ajudar essas pessoas, especialmente as que pertencem a classes inferiores. Com a orientação correta, os cidadãos nessa situação tem todos os recursos e o conhecimento para não cair mais na ideologia capitalista.

É preciso analisar antes de fazer compras e, principalmente, não fazer disso uma forma de lazer. Deve-se comprar apenas o necessário e o que o poder aquisitivo de cada um permite, evitando problemas no futuro e aprendendo a viver sem depender do consumismo para ser feliz.