Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 29/08/2018
Por um futuro melhor
A industrialização iniciada na Inglaterra do século XVIII não só potencializou a produção, como também o consumo. Entretanto, na sociedade globalizada do século XXI, o consumo passou a ocorrer de modo exagerado e, muitas vezes, desnecessário, Logo, poder público e coletividade devem engendras ações para incentivar o consumo consciente e regulamentar a publicidade infantil.
Segundo o sociólogo Bauman, falecido no início de 2017, o indivíduo pós-moderno acredita que pode satisfazer seus desejos através do consumo. Nessa perspectiva, a indústria do consumo, ao atualizar constantemente os produtos, vende a ideia de aperfeiçoamento dos desejos dos indivíduos, os quais tendem a desejar estar o mais moderno possível, estimulando o consumo desmedido. Consequentemente, há produção ascendente de lixo, visto que o produto mais antiga será substituído pelo novo, o que prejudica o meio ambiente, pois esses dejetos, em sua maioria, são descartados erroneamente em lixões, contaminando, por exemplo, os lençóis freáticos. Dessa forma, é essencial estimular a educação financeira para promover o consumo consciente e proteger o meio ambiente.
Outra atitude necessária é regulamentar a publicidade, notoriamente a infantil. Agir desse modo é importante, pois não é raro encontrar nas redes sociais, em destaque o Instagram e Youtube, influenciadores digitais mirins, os quais possuem surpreendente número de seguidores, a exemplo tem-se o canal “Bel para meninas”, protagonizado por uma criança e possui mais de 6 milhões de inscritos. Nesse cenário, diversas marcas de brinquedos patrocinam esses perfis para postarem fotos fazendo uso e indicando seus produtos e vídeos de “comprinhas” e “recebidos”, estimulando o consumo demasiado por esse público, já que não possuem senso crítico e são facilmente persuadidas. Dessa maneira, faz-se necessário regulamentar a publicidade direcionada para as crianças.
Urge, portanto, que os agente sociais atuem cooperativamente para reduzir o consumo demasiado. Para tanto, às Secretarias de Educação, com apoio da União, incluírem no cronograma escolar a matéria Educação Financeira e, aos finais de semana, transformarem esse conteúdo em palestras educativas direcionada aos pais para, desse modo, promover o consumo consciente em toda comunidade escolar, desvinculando a realização de desejos pessoais ao consumo e protegendo o meio ambiente. Ademais, cabe aos pais, junto com ONGs que militam nessa área, pressionarem o governo, com manifestações, a regulamentar a publicidade feita por influenciadores digitais mirins para, dessa forma, assegurar uma infância digna e diminuir a possibilidade de tornarem-se adultos consumistas. Assim, o Brasil caminhará para garantir um futuro melhor, o qual promove conscientização e dignidade.