Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 31/08/2018
Com os acontecimentos da Revolução Industrial, houve a modernização dos processos de produção, mudanças no transporte e circulação de bens (e pessoas) e a potencialização das vendas em massa. Além disso, ao longo desse período a população recebeu aumento em seus salários, o que impulsiona o consumo e gira a roda da economia. O problema, entretanto, consiste no fato de que na sociedade pós-moderna as pessoas passam a ser mercadoria, valendo aquilo que possuem.
Em primeiro plano, é importante ressaltar que conforme a sociedade foi criando padrões de comportamento que demonstram o quão bem-sucedido um indivíduo é — padrões esses reforçados pela mídia —, pessoas de todas as classes sociais passaram a ter vontades semelhantes em relação aos “sonhos de consumo”. Consoante a isso, vive-se uma situação de extrema desigualdade social, onde o acesso aos bens de consumo mais caros não é tão simples para os grupos de baixo poder aquisitivo, que acabam gerando despesas superiores ao rendimento quando querem satisfazer esses desejos, como é demonstrado no filme “os delírios de consumo de Becky Bloom”, que mostra uma jovem afundada em dívidas devido o desejo compulsivo de comprar.
Além disso, há uma grande associação entre realização e prazer momentâneo com o ato de comprar, o que leva várias pessoas aos shoppings, físicos e virtuais, nos momentos de angustia. Rente a isso, Karl Marx coloca que “criou-se o fetiche sobre a mercadoria: constrói-se a ilusão de que a felicidade seria encontrada a partir da compra de um produto”. Dessa forma, quando o indivíduo não consegue manter-se com os produtos de uma geração e a base de compras constantes, é instaurada uma sensação de consternação.
Dessa forma, portanto, consta-se que a sociedade de consumidores traz diversos danos às pessoas, e medidas devem ser tomadas. A priori, o Governo, na figura do Ministério da Educação (MEC) em parceria com as escolas devem oferecer disciplinas eletivas sobre educação financeira, onde, por meio de discussões, trabalhos individuais e em grupo, mostrando aos discentes a importância do consumo sustentável. Outrossim, A mídia, como formadora de opiniões, tem o papel de fornecer, através das ficções engajadas e documentários, mais informações ao consumidor nesse espectro. Dessa forma, teremos consumidores mais conscientes e que saibam tomar decisões corretas durante as compras. É melhor não só para a saúde financeira, mas para a sociedade como um todo.