Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 04/09/2018

Segundo o Existencialismo, doutrina filosófica surgida na França, no século XX, a liberdade de escolha é refletida nas condições de existência do ser. Portanto, cabe ao homem ser responsável por suas atitudes. Porém, no Brasil, em pleno século XXI, isso não passa de uma teoria, visto que os hábitos de consumo estão em evidência – o que explicita a falta de Políticas Públicas para a manutenção do bem-estar social.

No Brasil, indubitavelmente, existe medida do governo para proporcionar aos cidadãos a conquista de uma sociedade digna. Pode-se mencionar, como por exemplo, O Serviço de Proteção ao Crédito-SPC-, cujo objetivo é contribuir para o desenvolvimento do mercado de consumo e a prestação de informações sobre adimplência e inadimplência aos lojistas e instituições fornecedoras de crédito em geral. Isso, de certa forma, demonstra que o Estado já intenta contemplar as ideologias do Existencialismo.

Medida pontual como essa, contudo, não é suficiente para amenizar o alto índice de consumo no Brasil, pois devido à falta de informação sobre finanças- que além de possibilitar endividamentos, pode comprometer a capacidade de planos futuros-, o que se observa em todas as classes sociais da nação e até no público infantil, são níveis alarmantes de compras sem necessidade, motivados principalmente pelas promoções e influências da mídia. Percebe-se, pois, as consequências da fragilidade da educação oferecida à maior parte da sociedade, que além de não preparar os indivíduos para se tornarem educados financeiramente, não os molda para exercer sua cidadania. A verdade é que, enquanto o Estado não pautar a educação nos princípios existencialistas, dificilmente os hábitos de consumo serão atenuados.

Depreende-se, pois, que há necessidade de investimentos no Ensino Básico – o que já é assegurado pela Lei de Diretrizes e Bases, n°9.394/96. Para tanto, é plausível que o Estado, através do Ministério da Educação, contemple o componente curricular de Formação Cidadã e Educação Financeira, além de projetos interdisciplinares, palestras e campanhas – realizados em escolas e comunidades – que contextualizem temas sobre os hábitos de consumo e suas consequências, com a finalidade de não aumentar o consumo no Brasil. Se assim for feito, a maior parcela da nação desfrutará dos princípios defendidos pelo Existencialismo.