Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 27/09/2018

Em meados do século passado, o escritor austríaco Stefan Zweig mudou-se para o Brasil devido à perseguição nazista na Europa. Bem recebido e impressionado com a nova casa, Zweig escreveu um livro cujo título é até hoje repetido: “Brasil, país do futuro”. Entretanto, quando se observa os hábitos de consumo no Brasil, percebe-se que sua profecia não saiu do papel. Nesse sentido, faz-se necessário destacar a influência midiática e a obsolescência programada como agravadora dessa mazela social.

A princípio, é possível perceber que essa circunstância está ligada à manipulações ideológicas que atingem a sociedade. Analogamente, isso deve-se ao fato de que a mídia busca o consumo inconsciente e demasiado do indivíduo. Dessa forma, segundo o jornalista inglês George Orwell, “a massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia mantém a massa”. Assim, tal máxima fomenta a mídia como a causadora da dependência psicológica, o que evidencia o caráter patológico desse meio.

Outrossim, vale ressaltar que essa situação é corroborada pela venda de um produto de forma a torná-lo obsoleto, com o intuito de forçar o consumidor a comprar a nova geração dessa mercadoria. Em consonância a isso, segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, “nada foi feito para durar”. Desse modo, nota-se que o consumismo desenfreado é consequência, em parte, da baixa duração do produto.

Em suma, torna-se evidente que o consumo exagerado apresentam entraves que precisam ser revertidos. Logo, cabe ao Ministério da Educação (MEC) adicionar ao currículo escolar aulas voltadas para o ensino financeiro, buscando incrementar elementos da área de exatas na vida em sociedade do indivíduo, buscado realizar a educação financeira, com o objetivo de desenfrear o consumismo exacerbado. Portanto, com essa medida a profecia de Zweig pode-se tornar realidade no presente.