Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 30/09/2018

O livro a ‘‘Sociedade do Espetáculo’’ de Guy Debord pode ser descrito como uma crítica à sociedade comunista, a todo e qualquer tipo de imagem que leve o homem à passividade e à aceitação dos valores preestabelecidos pelo capitalismo. Quanto a isso, é notório que, na atual conjuntura, os jovens brasileiros são os mais afetados por esse sistema, o que convém destacar as causas e consequências sobre essa problemática.

Em primeira análise, o crescimento do consumismo entre os mais jovens deve-se à primeira impressão que o homem tem do próximo ao conhecê- lo, por exemplo, ao que acontece nas escolas, os julgamentos pelo fato de o outro não estar com ‘‘roupas da moda’’, o que ocasiona a obrigação deste a se atualizar e comprar bens para mostrar aos membros da sociedade sua riqueza econômica, situação nomeada, pelo economista americano Thorstein Veblen, de consumo conspícuo.

Ademais, é importante salientar também quanto ao aumento do número de pessoas, principalmente as mulheres, afetadas pela oneomania (distúrbio caracterizado pela compulsão de gastar dinheiro) que pode ser causada, por exemplo, em decorrência das necessidades impostas -seja no contexto social, cultural, econômico- para estar de acordo com os padrões estabelecidos pela indústria da propaganda as quais cegam os consumidores quanto às suas verdadeiras vontades e desejos.

Diante do exposto, percebe- se que o universo das práticas juvenis de consumo precisa ter maior relevância e discussões. Por conseguinte, as escolas podem trabalhar a Educação Financeira de forma interdisciplinar com a abordagem de questões sobre poupança e aposentadoria, para que os alunos aprendam a poupar dinheiro e ajudar os familiares a reduzirem gastos. Congruente com isso, cabe ao Ministério da Saúde junto à mídia divulgarem que o consumo exagerado é considerado uma doença, e pode ser tratada em instituições de apoio, as quais ensinam a diferença do que é preciso e necessário. Assim, ter-se-à a obra de Debord apenas uma ficção e não um relato social.