Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 03/10/2018

Segundo a Teoria da Seringa Hipodérmica, os meios de comunicação, impulsionados pela mídia, implicam impactos no comportamento humano. Dessa maneira, a influência da mídia em excesso gera hábitos consumistas no Brasil. Em virtude disso, distúrbios compulsivos e a degradação das relações sociais são consequências do consumo.

A Escola Filosófica de Frankfurt critica a sociedade de comunicação de massa em que se valoriza o ter em detrimento do ser para obtenção de lucros. Desse modo, as diversas propagandas difundidas pela mídia influenciam a população a consumir produtos - os quais não seriam de vital importância - provocando distúrbios compulsivos. Isso ocorre devido ao pensamento valorizado nas campanhas publicitárias dos itens a serem vendidos, onde o importante é o que você tem e não o que você é.

Ademais, o consumismo também ocasiona a degradação das relações sociais com a exclusão do convívio de pessoas na sociedade e nas relações interpessoais. Esse fato também pode ser explicado devido ao culto dos bens materiais supérfluos, onde ocorre a supressão de pessoas que não possuem condições de adquirir tal produto. Logo, o desejo de se inserir no corpo social repete o ocorrido nos Estados Unidos na década de 1920, onde pessoas faziam empréstimos bancários para se agregar no “American Way of Life”, o estilo de vida americano.

Portanto, medidas deverão ser tomadas para solucionar os hábitos consumistas no Brasil. Logo, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária deve regulamentar as horas de tela das empresas de propagandas e exigir moderação na persuasão dessas. Por conseguinte, a população não será afetada com o induzimento das difusões. Outrossim, torna-se de fundamental importância a criação de matérias de educação financeira nas escolas e universidades pelo MEC, para conscientização dos gastos feitos por cada indivíduo. Dessa forma, o consumismo poderá ser amenizado e as relações sociais se tornarão mais fortes.