Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 19/10/2018
Segundo o filósofo existencialista Jean-Paul Sartre, o homem é o único ser livre, porém, deve agir sabendo da existência das consequências. Dentro dessa lógica, é perceptível que os hábitos de consumo desenfreados geram impasses no contexto social vigente. Desse modo, destaca-se uma problemática para o cenário brasileiro: a oniomania.
Em princípio, desde 1500, junto ao descobrimento do Brasil, começaram os primórdios de uma sociedade de cunho capitalista. Sob esse viés, o ato de compra e venda se faz presente na população e satisfaz as vontades do cidadão, ora necessárias, ora consumistas. Outrossim, o sistema tem caráter de fazer o consumidor ter vontades, essas que por vezes passam a ser impossíveis de suprir, criando um ciclo sem fim. Portanto, esse ato tende a atender mais do que simples necessidades, pois enfoca principalmente no ideal consumista.
Ademais, o consumo em excesso pode ocasionar transtornos como, por exemplo, a oniomania. Tal distúrbio resume-se no hábito de compra sem necessidades. Isso pode ser explicado, pois o corpo humano é controlado por hormônios, alguns liberados quando há ação de atividades as quais mexem com a emoção. Dentre eles, encontram-se a endorfina e a serotonina, alguns dos denominados hormônios da felicidade. Entretanto, esse transtorno impulsivo é preocupante, pois afeta diretamente a vida pessoal.
Perante o exposto, cabe ao Governo a partir de projetos de conscientização alertar a população que por vezes comprar pode ser um problema. Assim, levando para a população palestras gratuitas ao público com profissionais como, por exemplo endocrinologistas para explicar o funcionamento dos hormônios ligados a emoção. Por analogia, demonstrar a naturalidade do desenvolvimento do hábito consumista e que ele pode ser revertido. À medida que tal ação for colocada em prática, haverá resultado significante na situação atual do hábito consumista entre brasileiros.