Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 22/10/2018
No Brasil contemporâneo, o consumismo tem se destacado como um comportamento anômalo de parte da sociedade, o que é bastante preocupante, pois os indivíduos estão se tornando escravos do consumo. Esse problema se deve, sobretudo, ao baixo controle sobre as propagandas midiáticas e à necessidade de afirmação individual dentro de um sistema capitalista. Logo, há a necessidade de ações do Estado e da sociedade civil que visem ao enfrentamento dessa questão.
Nesse contexto, é importante pontuar, de início, que o consumismo é bastante influenciado pela mídia, em que a publicidade consegue entrar no inconsciente do público e fomentar um comportamento específico. Isso é alarmante, pois muitas pessoas não conseguem controlar suas ações e começam a comprar de forma compulsória, o que pode causar endividamento e problemas socioambientais graves, como a produção excessiva de lixo. Tal situação seria chamada de Fato Social por Durkheim, porque é uma forma coletiva de pensar e agir que tem generalidade, exterioridade e coercitividade.
Com efeito, é substantivo destacar, ainda, que, nas sociedades capitalistas modernas, o “ter” se tornou mais importante que o “ser”, ou seja, não importa mais em que país nasceu ou a que família pertence, mas o poder aquisitivo que tem. Dessa forma, na tentativa de firmar-se como “alguém que tem”, muitas pessoas passam a comprar coisas desnecessárias, apenas para destacar-se socialmente. Esse comportamento é preocupante, pois pode gerar problemas psicológicos, como baixa autoestima e, até mesmo, depressão.
Portanto, é mister que o Estado, por meio do Congresso Nacional, aprove leis que regulamentem as propagandas publicitárias, com restrições quanto à forma de dirigir-se ao público alvo, com o fito de não permitir que as pessoas sejam influenciadas inconscientemente. Às escolas e às universidades, por meio de palestras, cabe a intensificação dos estudos sociológicos e filosóficos, a fim de conscientizar a população acerca da importância de não adotar práticas consumistas, evitando, assim, possíveis frustações oriundas desses atos.