Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 03/11/2018
Potencial humano e um novo mundo possível
Segundo o iluminismo sociedades apenas evoluem quando indivíduos se comprometem com os princípios da alteridade. Neste contexto, o consumismo tem influenciado diretamente na vida das pessoas, gerando problemáticas prejudiciais ao desenvolvimento do país.
Como consequência da Globalização, influências da mídia e excesso de informações, o consumismo é presente. A pós-modernidade se encontra em “tempos líquidos”, da definição de modernidade líquida do sociólogo Zygmunt Bauman, ou seja, pessoas em busca de prazeres voláteis e individuais, desejando constantemente afirmação no espaço social. Os valores e relações coletivas se tornaram voláteis, gerando problemáticas tal como a depressão, considerada “a doença do século” segundo a OMS, assim, em plena era digital, as pessoas nunca estiveram tão próximas e distantes ao mesmo tempos.
Bauman classificou a humanidade entre caçadores e jardineiros. Os primeiros se individualizam em busca da satisfação dos próprios desejos. Os últimos tentem a desenvolver atitudes voltadas ao bem comum a fim de auxiliar no desenvolvimento do meio em torno de si. Em analogia, quando brasileiros tendem ao status de caçadores o país caminha ao caos, visto as destruições das reservas naturais, desigualdades sociais, corrupções, escândalos políticos, entre outras problemáticas. Por outro lado, quando as pessoas passam a se interessar pelas funções do jardineiro, o potencial humano é valorizado, tornando possível modificar a trajetória negativa do Brasil.
Portanto, as expectativas e padrões de consumo implicam no futuro da sociedade brasileira. Logo, depende de cada ser humano as necessárias realizações do interior para o exterior, ou seja, cada indivíduo modificar a si mesmo e, como nos princípio iluministas, valorizar o próximo auxiliando na evolução do país. Como dizia Bauman: “É preciso acreditar no potencial humano para que um outro mundo seja possível”.