Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 22/02/2019
“Tempos Modernos”, lançado em 1936, nos Estados Unidos, retrata a vida de trabalhadores de uma fábrica inglesa durante a primeira revolução industrial, que tinha como seu principal objetivo a produção em massa. Trazendo para a realidade atual brasileira, nota-se que o hábito de consumo é uma problemática pertinente na sociedade, uma vez que, o país é regido pelo sistema político-econômico capitalista. Desse modo, há dois fatores relacionados a essa temática que não podem ser negligenciados, como a cultura do consumismo exacerbado e a influência das propagandas.
Segundo o sociólogo Emilé Durkheim, o hábito do consumo é prejudicial, pois revelam o poder coercitivo da sociedade sobre o indivíduo. Comprova-se essa teoria de Durkheim em uma pesquisa realizada pela CNDL ( Confederação Nacional de Dirigentes Logistas), na qual apenas 28% dos brasileiros realizam compras de forma consciente, dado este, que está atrelado a um conceito chamado “American way of live” que significa “Estilo de vida americana”, o qual foi o marco para o início da cultura do consumismo, no ano de 1920. Diante do exposto, percebe-se que quando a construção do cidadão não foi solidificada, a questão do consumo torna-se uma estratégia de representatividade .
Outro fator importante é o poder que a propaganda exerce na indução do consumidor a efetuar a compra. Logo, a obsolência programada - redução artificial da durabilidade de produtos ou do ciclo de vida de seus componentes, para que seja forçada a recompra prematura - está cada vez mais presente na sociedade brasileira, com o propósito de convencer o consumidor de que os produtos têm “vida curta”, onde há necessidade de trocá-los frequentemente. Diante desse contexto, é importante observar a maneira de como a “sociedade moderna” realiza a oferta e o consumo dos produtos.
Urge, portanto, que medidas são necessárias para a mitigação desse impasse. Cabe ao Ministério da Educação em parceria com as escolas, incluir a matéria de educação financeira, desde dos ensinos infantil, fundamental e médio para formar cidadãos racionais, a fim de que a população saiba distinguir o consumismo consciente para o supérfluo. Outrossim, é dever do Poder Legislativo, em parceria com o CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), criar uma lei que deverá avaliar de forma mais rígida as propagandas, banindo e evitando que campanhas incisivas sejam veiculadas, de forma a diminuir esse “ideal de consumo” até então propagado. Logo, encontra-se uma possibilidade de desalienar a sociedade referente ao capitalismo e, concomitantemente, uma melhor qualidade de vida no futuro.