Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 26/02/2019

A Revolução Industrial Inglesa transformou o modo de produção, como também o corpo social do período. Nessa óptica, surgiu o conceito que viera a tornar-se uma problemática comum, o consumismo, tendo sua definição como aquisição de bens de forma exacerbada e desnecessária. Hodiernamente, no Brasil, é evidente tal revés, o que causa, ora, impactos na economia familiar, ora, abalos ambientais. Logo, são necessárias medidas capazes de atenuar as consequências dessa conjuntura caótica na esfera social.

Mormente, um motivo que fomentou a Revolução a Francesa foram os intensos gostos realizados pelo nobres, com o objetivo de saciar seus desejos luxuosos, desestabilizando o País. De forma análoga, a situação sobredita pode ser observada no meio familiar, visto que membros deste, tendem a comprometer o orçamento de seu lar, para a satisfação de sua compulsão, prejudicando os demais, como abordado no movimento francês. Os integrantes supracitados, maiormente sofrem com oniomania -distúrbio consumidor-, que segundo o G1, em 2014, 6.000.000 de brasilianos apresentavam a patologia.

Outrossim, a natureza sofre diretamente os efeitos do modelo de vida presente, dado que tendo elevado o consumo, aumentar-se-á por consequência, a extração de recursos naturais para manufatura -modelo de fabricação Toyotista-. Ademais, os bens nativos não são renováveis, possui-se como exemplo, o petróleo, que tem sua disponibilidade reduzida velozmente. Outro aspecto a ser considerado é o e-lixo, pois com a modernidade, vê-se habitualmente a utilização de eletrônicos, entretanto, seu descarte, sobretudo, realizado de maneira errônea é altamente prejudicial ao solo e a possíveis flúmens, devido seus elementos tóxicos.

Urge, destarte, que o Tribunal de Contas da União disponibilize capital ao Ministério da Saúde, para que este Órgão, crie e insira no Sistema Único de Saúde um tratamento para oniomaníacos, acompanhados por psicólogos, com o fito de que esses retornem à sociedade conscientes. Para mais, é mister que o Legislativo elabore uma lei de controle propagandista, para inibir comerciais densos e maçantes, incitadores ao consumo extremo, que idealizam-no como forma de felicidade e realização pessoal, com a intenção de reduzir a demanda de mercadorias, assim também a feitura dessas, e como efeito ter-se-á a minimização dos danos ambientais. Com tais medidas, as mudanças ocorridas no modo de vivência, devido à Revolução Industrial, não serão mais consideradas uma adversidade contemporânea.