Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 28/03/2019

Sabe-se que o avanço midiático na década de 80 renovou os meios de comunicação, dessa forma a publicidade influenciou o ato de comprar, ultrapassando a fronteira da necessidade com as margens do supérfluo. Além disso, o vazio existencial do homem contemporâneo é alimentado pelo material, fazendo do homem escravo do materialismo. Evidentemente, uma realidade que necessita ser alterada.

É relevante abordar, primeiramente, o controle da mídia sob a população através das propagandas, revistas e até manipulação de dados, uma vez que ao observar um padrão de vida, o indivíduo vai querer aquilo, mesmo se for fora da sua condição financeira. Segundo o escritor George Orwell, esse fenômeno é um ciclo, cuja a massa mantém a marca, de forma que a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa. Nesse sentido, as pessoas se tornam escravas do material.

Outrossim, vale ressaltar uma pesquisa realizada pelo portal G1, em que mais de 70% dos brasileiros não possuem consciência do consumo excessivo, uma vez que o “ter” passou a ser mais importante que o “ser”. Além disso, o mau planejamento financeiro pode acarretar em diversas doenças, visto que o endividamento por gastos excessivos pode gerar depressão, ansiedade e também o distúrbio conhecido como oneomania, que é o impulso de comprar por prazer. Mais uma vez, o vazio do homem sendo alimentado pelo material.

Portanto, é necessário a intervenção do Ministério da Educação e da cultura, alertando sobre os riscos financeiros e psicológicos que o consumo superabundante pode causar. Alertando por meio de campanhas publicitárias, visto que essa é uma das principais formas de incentivo do consumo excessivo. Para, dessa forma, conscientizar a população e consequentemente amenizar o escravismo material. Estes são os primeiros passos para alterar essa realidade.