Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 14/04/2019

Desde o fim da Guerra Fria com a ascensão do sistema capitalista no mundo, viu-se o consumo como fator primordial de uma sociedade. Nesse sentido, o desenvolvimento econômico é pautado pela necessidade de consumir, de modo a fortalecer o comércio e as grandes empresas. Entretanto, surge a necessidade de consumir produtos de forma exagerada, e tem como consequência a dependência destes, a fim de proporcionar o prazer individual através da compra. Assim, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, para o pleno funcionamento da sociedade.

Convém ressaltar, a princípio, a influência dos meios de comunicação que visam principalmente o consumo para a continuidade dessa problemática. Quanto a esse fator, é oportuno considerar que, em função de uma gama de opções, o indivíduo é alienado a consumir mais do que realmente necessita. Sob esse aspecto, de acordo com o filósofo Karl Marx, constrói-se a ilusão de que a felicidade seria encontrada a partir da compra de um produto, justificando, assim, a constante oferta de conteúdos comerciais que podem ser adquiridas aos usuários, de modo a fortalecer o mercado capitalista.           Ademais, outro fator que influencia o consumo exagerado é a produção de conteúdos a partir do padrão de gosto do público, denominado Indústria Cultural, criado pelos pensadores da Escola de Frankfurt. Nesse viés, o indivíduo é facilmente atingível, levado a consumir cada vez mais, e, por conseguinte, relacionam a compra diretamente com a felicidade, como proposto por Marx. Essa conjuntura contraria o conceito de “super-homem” idealizado pelo célebre filósofo Nietzsche, que caracteriza o indivíduo capaz de livrar-se das amarras sociais.

Portanto, é mister a tomada de medidas atenuantes para a resolução ao entrave abordado. Posto isso, concerne ao Estado, mediante o Ministério da Educação, a criação de um plano educacional que vise a elucidar a população quanto ao hábito de consumo e suas consequências e à manipulação influenciada pelos meios comunicativos a que estão expostos. Tal projeto deve ser instrumentalizado através de palestras e aulas práticas que fomente o consumo racional e consciente, mediadas por técnicos e professores especializados, objetivando a conscientização da sociedade e a desmistificação de que a felicidade está naquilo que se consome. Dessa maneira, o Brasil poderá garantir a liberdade de seus cidadãos e o conceito de “super-homem” proposto por Nietzsche poderá ser consolidado.