Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 08/04/2019

“Compro, logo existo”. A partir da análise feita sobre esta reflexão do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, percebe-se que, na sociedade brasileira a anomia dos resíduos sólidos persiste por conta de uma mentalidade arcaica no que tange ao descarte de utensílios de forma inadequada. Dessa forma, observa-se um cenário desafiador para mitigar o consumo exagerado, seja pelo sistema econômico, seja pela insuficiência de leis.

É indubitável que o sistema econômico vigente é um fator que contribui para o consumo descontrolado de objetos, muitas vezes, desnecessários. Diante disso, o epicurismo, Escola Helenística, estudada na filosofia, é contra o desejo do indivíduo de consumir algo não natural. Logo, vale salientar que essa escola torna- se “obsoleta” para muitos países, uma vez que, vai de encontro ao modelo capitalista; também vale pontuar que a obsolescência programada faz com que a quantidade de lixo aumente, principalmente os eletrônicos resultando sem severas consequências como contaminação nos solos, doenças, já que muitas pessoas são descartados de forma errada.

Outrossim, é evidente que a constituição e sua aplicação estejam entre as causas do problema. De acordo com o livro ‘O cidadão de papel’ escrito por Gilberto Dimenstein, as leis do Brasil são consideradas leis mortas. Nesse sentido, é notório que leis ambientais não funcionam de forma plena e na maioria das vezes, essas propostas ficam no mundo ideal, porém a sociedade também deve mudar seus hábitos para chegar a sustentabilidade.

Diante do exposto, faz-se necessário que a Escola eduque e transfira valores, por intermédio de palestras e debates, que envolvam a família, a respeito desse tema, visando uma mudança no comportamento do indivíduo favorecendo para que ocorra a sustentabilidade. Ademais, cabe aos Estado propor políticas públicas e fiscalizar, por meio de incentivos fiscais, campanhas na mídia, objetivando a diminuição do consumo hiperbólico. Dessa forma, será possível reverter o aumento de resíduos e a realidade distanciar-se-á da reflexão feita pelo sociólogo Zygmunt Bauman.