Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 15/04/2019

Desde o Iluminismo, entede-se que uma sociedade só progride quando um mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o excesso de consumo, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsicamente ligada à realidade do país. Nesse sentido, convém analisar as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.

É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a publicidade voltada para crianças rompe essa harmonia, haja vista que não há regulamentação efetiva e o desejo de consumo é introduzido precocemente.

Outrossim, destaca-se o falho controle emocional dos cidadãos como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Ao observar essa linha de pensamento, constata-se que, para suprir uma dor e sentir prazer, busca-se o consumo, como se pode concluir em matéria publicada em 2016 no site da Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional (SBIE).

É evidente, dessa maneira, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Destarte, o Congresso Nacional deve desenvolver e ratificar leis que restrinjam a publicidade infantil tal como está hoje. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutam o desenvolvimento da inteligência emocional, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus, assim como na alegoria da caverna de Platão.