Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 01/04/2019

Com o fim do século XX e início do século XXI, a humanidade foi inserida em um contexto pós segunda revolução industrial no qual os países estavam começando a se globalizar e expor sua população a uma mídia que estabelecia relações de controle psicológico, refletindo em uma sociedade obcecada pelo consumo decorrente da influência midiática e problemas pessoais, os quais são depositados no ato de comprar.

A mídia constantemente trabalha com propagandas e elementos persuasivos para atrair o maior público possível, estabelecendo uma relação de poder como a retratada por Foucault, na qual o maior detentor de poderio demonstra dominância, relação essa observada por meio da mídia com seu consumidor, expondo-o a um sentimento de necessidade pelo consumo exacerbado e introduzindo-o numa dependência constante de compra, seja por propagandas televisivas ou anúncios em redes sociais, os quais manipulam telespectadores considerados compradores em potencial.

Além disso, parte do público atingido pelo consumismo exacerbado é fruto do acúmulo de problemas, os quais são depositados em compras como válvula de escape, acarretando mais problemas psicológicos e frustrações que, se não foram tratadas, ocasionam uma sociedade doente. De acordo com o serviço de proteção ao crédito da confederação nacional de dirigentes lojistas, 40,2% dos entrevistados admitem que comprar é uma forma de reduzir o estresse, demonstrando uma população sem suporte e estrutura emocional.

Diante do exposto, faz-se indispensável que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações atue diretamente na regularização de propagandas através de órgãos que observem o anúncio para que ele não fira a escolha de compra por parte do consumidor, evitando manipulações da mídia. É necessário também que o Ministério da Educação atue em conjunto com o Ministério da saúde para a criação de campanhas de conscientização sobre a manipulação midiática e como ela afeta a saúde mental.