Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 14/04/2019
É fato que, o consumo percorre a história da humanidade. Para o sociólogo Zygmud Bauman, em sua obra " Vida para consumo", este hábito é o centro da vida social, pois o ato de consumir não garante somente a sobrevivência, mas também influência em outros aspectos da vida, à comodificação do consumir, transformando-o em mercadorias rendáveis. Nesse sentido, além da demanda de mercado, é notório a venda de si mesmo, em meio ao âmbito social.
Em primeiro lugar, é importante destacar que, em meio a modernidade, a força de trabalho evidencia a mercadoria que o homem expõem na vitrine social, com o objetivo de ser remunerado por esta. Diante disso, a necessidade de apresentar-se, desejável, demonstra a procura por especializações e atividades extras profissionais - faculdades, cursos,- e afins. Logo, ao explorarem o mercado à procura de bens, os membros da sociedade de consumidores, são atraídos para a perspectiva de encontrar ferramentas e matérias-primas, que possam usar para estarem " aptos a serem consumidos" e, assim, valiosos para o mercado.
Além do mais, ressalta-se que, nesta adequação, as modas apresentam influência no momento de obtenção de produtos, fazendo que haja exagero de consumo, devido a necessidade de estar atraente. Entretanto, esta compulsividade acarreta consequências econômicas desagradáveis para os consumidores, dentre estas, evidencia-se as dificuldades financeiras existentes.
Portanto, tomando como norte a máxima do autor, para alertar os cidadãos, é necessário alternativas concretas que tenham como protagonistas a tríade Estado, escola e mídia. Cabe ao Estado, através do Ministério da Educação, estimular o pensamento crítico na sociedade, por meio de palestras nas escolas, para assim diminuir as consequências do consumo exacerbado. Outrossim, é importante a contribuição da mídia na expansão de propagandas de mesmo intuito, pois, só assim, o meio social desenvolverá consumidores conscientes e financeiramente estáveis.