Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 03/04/2019
É consenso, na comunidade sociopolítica hodierna, a maneira como os consumidores e os cidadãos comuns estão sendo influenciados pela indústria midiática que está a todo momento instigando à aquisição de novos produtos. Isso se torna incontrovertível à medida que 30% dos consumidores no Brasil consideram as compras como o tipo de lazer favorito, como indicam pesquisas feitas pelo SPC e CNDL.
Essa cultura do consumo teve início essencialmente durante a revolução industrial, que causou um surto de investimento no aumento da produtividade têxtil, do ferro e da produção de energia a vapor, resultando em um crescente índice de inovações tecnológicas. Com o intuito de participar dessa nova geração, muitos europeus e americanos iniciaram o que seria conhecido como massificação da sociedade de consumo. Em vista disso, a partir dessa revolução não cresceu somente a produção de mercadorias, como também o paradigma da dependência da obtenção de artigos.
“O homem nasce livre e por toda parte encontra-se acorrentado.” A frase de Jean Jacques Rousseau parece fazer alusão a situação em que o povo brasileiro se encontra, de modo que as “correntes” que os prendem são a necessidade infundada de comprar a todo momento coisas novas que, ao ver da mídia, são fundamentais para a sobrevivência e para o convívio em comunidade. Todavia, essa não é a realidade, em vista que nem todos podem arcar com esse custo de vida e muitas vezes acabam acumulando dívidas em busca de atender à idealizacão imposta.
Desse modo, tornou-se indubitável que os padrões criados pela mídia influenciam a vida e as ações do cidadão comum. Portanto, faz-se crucial o papel dela para tratar os hábitos de consumo no Brasil com mais seriedade, apresentando de forma integral os malefícios que essa dependência pode causar. Dessa forma, será possível criar uma sociedade que, de fato, integra indivíduos e promove a plena construção de conhecimentos, garantindo assim, um país que promove igualdade social.