Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 14/04/2019

Segundo o escritor Guy Debord, é o capitalismo que controla o consumo das pessoas, por meio de propagandas em imagens cuja necessidade seja a aparência e não a utilização. Contudo, aplicativos como instagram e youtube são, atualmente, exemplos da ideia defendida pelo sociólogo. Por isso, é importante que as pessoas fiquem atentas sobre os meios de controle da indústria do entretenimento a fim de fazer com que tenham gastos desnecessários, sendo guiados por uma ilusão do que é realmente bom. Sendo assim, é preciso a ciência da população sobre as causas e as consequências do consumismo e do endividamento, que estão sendo agravados devido a conexão tecnológica.

Em primeiro lugar, é importante destacar a mídia como influenciadora na vida das pessoas, principalmente depois da terceira revolução industrial que trouxe a tecnologia da informação e da comunicação, junto da propaganda, para a sociedade. O fato é que muitos produtos ainda úteis são descartados, fazendo o indivíduo comprar novamente, como o caso de obsolescência programada, em que o consumidor se vê necessitado da melhor geração da mercadoria, e este se modifica cada vez mais rápido. Portanto, é notório o dinheiro gasto ao seguirem esse ideal de beleza mediado por imagens, como o  proposto por Guy Debord,  e difundido pela internet e pela televisão.

Outrossim, há uma ideia de felicidade momentânea vinculada ao comprar algo desejado, sem necessidade, porém ao final do mês há uma conta que ultrapassa o salário do indivíduo em questão. Esse é um fato muito comum, perante a globalização, em que há uma livre circulação de mercadoria, mostrada por Milton Santos. As pessoas estão sempre em busca do que está na mídia, do que uma blogueira ou uma atriz na novela usa, e  por impulso adquire o produto sem pensar nas consequências.

Assim, majoritariamente, são obrigadas a realizarem empréstimos nos bancos, o que também somaria os gastos com os juros. Entretanto, é implícito sobre a possibilidade de negociação com cartões de créditos; a população não sabe sobre finanças, empréstimos e afins, logo, se torna complicado controlar a economia domiciliar.

Em suma, é preciso sanar os problemas ideológicos que tornam a população mais consumista e endividada. Cabe, ao Ministério da Economia tomar medidas como difundir de maneira midiática, os contras das compras impulsivas e as consequências com as despesas desnecessárias no cotidiano das pessoas, além disso, é importante mostrar meios de negociações com cartões ou empresas, para fugir empréstimos com juros em bancos. Concomitante, essa ideia deve ser compartilhada nas escolas, em palestras, propostas pelo MEC, para deixarem os jovens cientes das atrocidades do capitalismo. Sendo assim, construir uma sociedade mais engajada economicamente, e mais desenvolvida.