Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 04/04/2019

Em termos contemporâneos de análise, é possível perceber a indiferença populacional com relação ao consumo desenfreado que vigora em nossa sociedade. A discussão desse, relata a pobre percepção de compra que os indivíduos obtém durante a vida, acarretando em inúmeros problemas e polêmicas nos arredores da situação que é, frequentemente influenciada pelas propagandas midiáticas.

Com a Revolução Industrial ocorrida entre os séculos XVIII e XIX, empreendeu-se o início da transição de processos de produção mínimos para os de produção em massa, resultando na transformação dos meios de consumo e desvalorização da real necessidade de adquirir um produto. Tal fator é refletido no dia-a-dia do brasileiro que se vê inserido em um círculo de promoções e queima de estoque que devora-o visualmente, e que muitas vezes tem as crianças como parte do consumismo apresentado.

Tratando do agente de animalização do desejo de compra do consumidor no país, observa-se uma indiferença com relação à verdadeira precisão de obter um objeto. Segundo o SPC (Serviço de Proteção ao Consumidor), três em cada dez brasileiros consideram as compras como forma de lazer favorito, e que a prática é realizada como forma de diminuir o estresse.  As crianças têm uma enorme participação, pois estão sendo continuamente bombardeadas com o excesso de propagandas que as incitam a adquirir, evidenciando assim, a indubitável e persistente problemática na realidade brasileira.

Por conseguinte, faz-se imprescindível perante o problema  a intervenção do Estado em parceria com o MEC (Ministério da Educação e Cultura), por via de campanhas e palestras com temáticas socioeconômicas nas escolas , visando a passagem de informação e conscientização populacional por meio das crianças, conceder novas maneiras de consumo cuidadoso e valorização da importância de tal ato. Portanto vamos, através da força do movimento de argumentação vigente , apontar o ponteiro da bússola consciente para o Norte que represente uma melhora nos meios de aquisição e, consequentemente, reduzir expressivamente a situação que o Brasil e seus filhos enfrentam.