Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 05/04/2019

Desde a Revolução Industrial ocorrida no século XVIII, que foi a gênese do modelo capitalista, a sociedade passou a produzir muito e a aumentar o seu poder aquisitivo, consequentemente elevando o poder de compra. E ao analisar o tema dos hábitos de consumo no Brasil, nota-se que a população brasileira, de um modo geral, está cada vez mais consumista, por conta da influência dos meios midiáticos e da falta de controle pessoal sobre os gastos.

Em primeira análise, o modelo de produção capitalista, fez com que a sociedade brasileira passasse a ser mais consumista, consequência da produção de bens de consumo e o aumento do poder aquisitivo da população em geral, até as camadas mais pobres tiveram sua capacidade de compra elevado. Ademais, esse consumismo exacerbado recebe forte influência dos meios de comunicação, já que ele é disseminado através de outdoors, cinema, televisão, entre outros. Além do mais, as crianças são os principais alvos da publicidade capitalista, pois, de acordo com o Instituto Alana - as propagandas no meio televisivo correspondem a 73% dos fatores que mais influem os petizes na hora de comprar.

Em segundo aspecto, a falta de controle pessoal sobre os gastos é um fator preponderante para se ter uma sociedade consumista, pois o indivíduo, o qual vive uma vida de extremos, gasta incessantemente com objetos muitas vezes desnecessários. Tal fator entra em discordância com a filosofia Aristotélica da “justa medida” - a qual nos diz que - o ser humano deve fugir de extremismos em seu modo de agir, a fim de que goze de uma vida justa e com qualidade. Mediante a isso, é notório que, de acordo com o pensamento supracitado, quando o povo consome de maneira extrema, esse, por fim, acaba tendo uma vida doentia.

Diante dos fatos abordados, é necessário que o governo intervenha nos meios midiáticos, evitando que propagandas de cunho consumista exagerem na apelação ao público-alvo, em especial as crianças, por meio da intervenção direta do Estado, analisando propagandas, outdoors e anúncios, não cerceando o trabalho da mídia, mas sim filtrando aquilo que influencia a gastar excessivamente. A fim de  mitigar o comportamento de consumo desmoderado das pessoas. Além do mais, é fundamental que haja a criação de ONGs com o fito de promover palestras e estudos técnicos com especialistas e psicólogos sobre uma melhor aplicação do dinheiro, e o perigo de consumir em demasia no meio social - mostrando as graves consequências de tal ato - com o objetivo de formar uma sociedade que viva de maneira justa e com qualidade, entrando assim em concordância com a filosofia Aristotélica supramencionada.