Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 05/04/2019

Ao longo dos séculos, o capitalismo tem evoluído segundo as necessidades crescentes dos mercados consumidores. Na hodiernidade, as relações comerciais alcançaram um patamar de financiamento sem precedentes, de forma que o consumo é favorecido devido à ilusão do aumento do poder aquisitivo global com base em criações como o cartão de crédito. Tal questão permite uma análise acerca dos problemas causados pelo consumismo aliado à falta de instrução financeira de muitos.

A priori, é válido ressaltar a deficiência na economia caseira de grande parte do povo brasileiro.

Para o célebre filósofo alemão Kant, o homem é produto da educação que recebe. Quando se toma a infraestrutura social do Brasil como objeto de estudo, percebe-se que a mesma é influenciada, em geral, pelo grau de escolarização dos habitantes, no que se refere ao número de filhos, qualidade das moradias e, principalmente, despesas mensais. O supérfluo que é ostentado com tanto orgulho caracteriza o consumo demasiado entre ricos e pobres, mas que afeta esses de modo mais severo. A carência de ensino sobre o dinheiro e sua aplicação faz com que se gaste demais com frivolidades como aparelhos tecnológicos mais modernos, quando não se possuem recursos para tanto, o que tem por consequência o endividamento.

Esse quadro gera uma insuficiência econômica para a população de rendas baixa e média e traduz uma grande chaga, ícone do déficit educacional nacional. Na primeira metade do século XX, encorajados pela vitória na Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos criaram um sistema de capitalização liberal, isto é, provedor de lucros a partir da iniciativa privada e da compra e venda de ações. O resultado a longo prazo foi catastrófico em função de uma despreocupação com as implicações futuras daquele fenômeno. Tal insensatez permanece na vanguarda das questões econômicas do Brasil.

Portanto, convém adotar medidas de intervenção. Uma ampla parceria entre o Governo Federal e o Fundo Monetário Internacional (FMI), no que poderia significar, em um primeiro momento, investimentos desse para com aquele para posterior fundação de núcleos regionais de palestras gratuitas, em prol da educação financeira com foco em pessoas mais pobres, além de um maior estímulo à disciplina de matemática  pelos professores das classes do infantil e fundamental 1, contribuiriam como soluções a médio e a longo prazo.