Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 14/04/2019

A alegoria da caverna, escrita pelo filósofo grego Platão, poderia ser relacionada ao consumo do brasileiro. Em suma, a caverna seria o mundo globalizado que vigora no século XXI, e as sombras projetadas na parede seriam a constante manipulação das indústrias desde a tenra infância, por meio de propagandas, até a idade adulta. Portanto, torna-se necessário o debate acerca dos hábitos de consumo no Brasil e o quão negativamente esses costumes em execesso podem influenciar no corpo social.

Sobretudo, é importante salientar a diferença entre consumo e consumismo. O primeiro termo se refere à prática necessária para a sobrevivência na sociedade, enquando o segundo é o hábito de adquirir produtos sem precisar deles, de maneira inconsciente e alienada. De acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito Brasil apenas 28% dos consumidores são conscientes,logo, percebe-se que o consumo do brasileiro apresenta uma tendência consumista.

Contudo, além das propagandas manipulativas tem se utilizado uma estratégia de mercado prejudicial ao meio ambiente, a obsolescência programada. Tal conceito se caracteriza pelo fabricante determinar um curto tempo de vida útil de seus produtos. Desse modo, o grande problema disso é a maneira em que é feita a compra desenfreada e a deposição irresponsável do lixo eletrônico, que contém metais pesados e emitem poluentes que contaminam o ecossistema.

Infere-se, portanto, que cabe às autoridades brasileiras não deixar seu povo ser influenciado pelas sombras projetadas na parede da caverna. Assim sendo, o Mininstério da Educação em conjunto ao Ministério do Meio Ambiente deveriam estipular uma carga-horária obrigatória de “Educação financeira e consumo consciente” nas escolas e promover atividades lúdicas que estimulassem a inserção responsável do estudante no mercado consumidor. Dessa maneira, seria refletido na próxima gração o que o economista Arthur Lewis disse “Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido”.