Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 07/04/2019

Hannah Arent, em sua obra, Banalidade do Mal, evidencia que os indivíduos realizam comandos sem questionar, fazendo com que o “mal” passe despercebido. Nesse contexto, a autora aparenta profetizar a questão dos hábitos de consumo na contemporaneidade brasileira. De fato, convém analisar a overdose de marketing e o omisso impulso do consumismo como uma das principais consequências que progridem esse cenário.

Primordialmente, diante de um mercado cada vez mais exigente, é importante conhecer o perfil dos consumidores para posteriormente sejam desenvolvidas estratégias de marketing como: postagens nas redes sociais, outdoor, comerciais televisivos, etc, influenciar nos gastos exagerados da população. Conforme preconizado por um pesquisa feita pelo Instituto Alana, cerca de 73% dos produtos adquiridos pelo público infantil está relacionado com as propagandas. Diante do exposto, com os avanços do capitalismo, os meio de divulgação estão cada vez mais apelativos, usufruem das blogueiras, stories e até impulsionar suas publicações, a fim de atingir o maior número de pessoas.

Ademais, é valido salientar que no período pré-histórico saiam para caçar, o couro virava roupas, no entanto, no século XXI encontra-se tudo muito fácil, embalagens bonitas, um sapato novo, a sacolinha facilitando o transporte, porém, logo não haverá espaços para acumular, tampouco para descarte devido a grande quantidade de lixo produzido por compras desnecessárias. De acordo com O Globo, cerca de 76% não pratica o consumo consciente. Logo, percebe-se que o brasileiro observa seu orçamento e não analisa as possíveis causas das atividades compulsórias.

Deve-se constatar, portanto, que providências são necessárias para retroceder os mal hábitos de consumo no Brasil. Para isso, o Ministério da Educação e cultura deve promover palestras, campanhas de engajamento e capacitar professores a explicar, debater e influenciar, desde a educação básica sobre as consequências do exacerbado consumo, por meio desse amenizar os índices de nomes no Serviço de Proteção de Crédito, SPC, como também os desastres ambientais futuros. Aumentando assim, as chances de alcançar uma cidadania pragmática, legítima e plural.