Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 21/04/2019
Segundo o filósofo Stuart Mill, “sob mente e corpo o homem é soberano”. Ou seja, o ser humano é capaz de conter suas ações e controlar seus impulsos, porém, no século XXI vive-se a era da ostentação, onde o sujeito vale apenas aquilo que possui. Com tamanha exigência social, o indivíduo gasta quantidades exorbitantes por impulso, pensando em como será visto socialmente. e isso acaba resultando em consequências como: a geração de enormes dívidas e até mesmo a frustração social.
De acordo com a pesquisa de 2017 da Agência Brasil, 3 em cada 10 brasileiros são consumidores consientes, um índice cerca de 10% menor que no ano de 2015. Esse aumento pode ser atribuído pela ostentação que surgiu no atual século XXI como modo de vida. Presente em músicas, programas de televisão e principalmente redes sociais, esbanjar luxo virou a nova moda do século. Quem não tem determinado artigo de luxo da tendência, logo é tido como ultrapassado. Assim, buscando encaixar-se a um mundo onde a luxúria está em alta, indivíduos -principalmente das classes mais desfavorecidas: C,D e E- compram, gastam e endividam-se cada vez mais.
Atrelado a isso, o alto consumismo pode ser reflexo da busca incessante pela felicidade, já que algumas pessoas sentem no ato de comprar um imenso prazer. Concomitante ao pensamento do filósofo helenista Epicuro, o ser humano vive em busca do prazer que o trás a felicidade. Infelizmente, os indivíduos acabam se deixando levar por tal prazer e acumulam vastas dívidas, isso motivados pelo desejo de ter, sentir e ser feliz. Não só isso, mas também, comerciais e propagandas altamente persuasivas levam o consumidor a realizar gastos inconscientes. Quando atingem um ponto em que gastar já não é viável, essas pessoas acabam frustrando-se por não poderem ter aquilo que almeijam. Podendo em casos mais graves desencadear problemas como depressão e ansiedade.
Portanto, vê-se que a problemática em questão exige uma solução. Para isso, o Governo analisando a importância disso, deve através de campanhas midiáticas divulgar a maneira saudável de se consumir, aquela que não cause ao indivíduo problemas financeiros e que só consumam aquilo que é necessário. Além disso, os Governos estaduais e municipais devem investir na educação de base para que seja viável a criação de aulas que ensinem as crianças o consumo consciente e responsável, para que elas se tornem adultos com vida financeira estável e sem gastos desnecessários.