Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 07/04/2019
A sociedade pós moderna vive uma época que, para muitos, já se tornou um mal-estar. Dentre os seus sintomas, é possível identificar a questão do consumismo desenfreado. Em virtude da ideologia dominante, que sustenta perversamente a lógica do ‘’ter para ser’’, a aquisição de bens de consumo não é vista como algo utilitário à vida social do homem, e sim como uma questão cultural necessária à sua autoafirmação no mundo. No filme ’’ os delírios consumistas de Becky Bloom’’ percebe-se claramente um dos maiores problemas da contemporaneidade: o consumismo como vicio que atinge muitas pessoas.
A ideia de consumo já começa a se desenvolver logo no estagio da adolescência, quando o adolescente tenta identificar referências para singularizar-se dos demais, ao mesmo tempo em que busca incluir-se perante ou outros. No filme, observa-se a criança Becky deslumbrada com o mundo sedutor e atrativo dos bens de consumo. A personagem encanta-se com a diversidade de cores, texturas, modelos de todos os vestuários, sapatos, bolsas e acessórios de lojas varejistas, e até com a ‘‘mágica’ dos cartões de crédito. O publico jovem é o mais vulnerável a cair nas ‘‘garras’’ ideológicas e sedutoras da mídia, posto que para eles, essa é uma forma mais rápida de o sujeito poder se colocar no mundo. Se por um lado o consumo, na perspectiva do exagero, pode ser visto como algo maléfico, por outro, o consumo é uma das formas de constituição do sujeito e da sua identidade, o que você compra, faz parte daquilo que você é.
Em 2017, A onda do ‘Outfit’ saiu das ruas para invadir a internet. O termo que em tradução livre significa ‘a roupa do momento’, ganhou força após um vídeo viralizar nas redes sociais e conquistar o mundo dos memes. A publicação que leva o nome Quanto custa o Outfit?, reúne o depoimento de alguns adolescentes sobre a quantia gasta em cada combinação de roupa. Com camisetas que chegam a custar R$3000 , as peças de marca exclusivas feitas por designers famosos são cada vez mais requisitadas. Se uma pessoa tem o poder e a condição de comprar algo que deseja, ela pode comprar. Não há motivos para “passar vontade”. Não há nada de errado nisso. porém, segundo o médico,Drauzio Varella, ’’ o consumo desenfreado, e certos casos,pode transmutar-se em transtornos compulsivos, degradando psicologicamente o individuo.
Sendo assim, é preciso que o governo, priorize desde o fundamental. a educação financeira nas escolas, ensinando como controlar as despesas, ensinando sobre os tipos de cartões de crédito e como usar conscientemente, ensinando a economizar. Basta a ele, criar mecanismos, como propagandas, palestras alertando sobre os ricos do consumismo, e oferendando ajuda para os que precisam.