Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 07/04/2019
O Brasil é um país de dimensões continentais, mas relativamente jovem, passando por dificuldades relativamente insignificantes se comparado aos países europeus. Diante disso, com poucas experiências de aprendizado, o brasileiro acaba por vivenciar algumas situações que outros povos já tiveram. A sociedade atual passa por uma característica quase que igualitária: o consumo. Isso, entretanto, pode terminar em uma consequência grave dependendo da situação tanto do país quanto do próprio consumidor.
Com o avanço da tecnologia nos últimos anos, o consumo de produtos aumentou e muito em muitos lugares. Celulares novos e mais potentes a cada semestre, novos computadores, lançamentos de modas e grifes e, principalmente, o bombardeamento da mídia com slogans como compre, use, tenha, são os principais responsáveis pelos gastos das famílias.
Segundo uma pesquisa realizada pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) informa que 40,2% dos brasileiros sentem prazer e relaxam ao fazerem compras. Um hábito que pode se tornar muito perigoso, já que apenas 3 em cada 10 brasileiros se consideram consumidores conscientes, segundo pesquisa dos mesmos órgãos.
Consumir sem estudar, sem ter plena noção se a compra é realmente necessária e cabe dentro do orçamento, pode transformar a saúde financeira do cidadão em uma bola de neve difícil de extinguir. O maior erro do consumidor brasileiro é ver apenas aquilo que está exposto superficialmente na vitrine, como por exemplo o valor da parcela ou a palavra promoção, palavra essa que consegue angariar muitos brasileiros para dívidas incalculáveis.
Para evitar o consumo desenfreado e conseguir poupar, deve-se primeiramente analisar se o objeto em questão é realmente necessário e não somente mais um supérfluo. Outra maneira de conseguir mudar o cenário a longo prazo, são aulas de economia doméstica para alunos de ensino fundamental e médio, como a exemplo dos Estados Unidos que tem esta matéria como complementar do currículo escolar.
Tendo em vista os aspectos mencionados, pode-se dizer que uma interação entre o Estado e a população sobre o consumo de produtos que não são objetos de necessidades pessoais, pode reverter a situação, pois poupar ainda é a melhor opção.