Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 08/04/2019
Segundo o Art. 3º da Constituição Federal de 1988 — norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro — um dos seus objetivos fundamentais é promover o bem de todos, sem preconceito de origem, etnia, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Entretanto, tal artigo não está sendo devidamente efetivado, uma vez que os casos de xenofobia crescem exponencialmente na sociedade hodierna. Nesse contexto, deve-se analisar como a falta de altruísmo no mundo globalizado e a ausência de cordialidade do brasileiro são um dos principais desafios da aversão ao estrangeiro.
Deve-se pontuar, de início, que devido à ausência de empatia os indivíduos tornam-se gradativamente preconceituosos, acentuando para os casos de xenofobia no Brasil. Segundo o filósofo Mikhail Bakhtin, os indivíduos devem ter empatia em relação uns aos outros e é fundamental que pratiquem o altruísmo, se colocando no lugar dos estrangeiros e agindo com espirito de fraternidade, isto é, conforme tal pensador, o altruísmo é indispensável para a relação com os refugiados havendo respeito pelo próximo. Seguindo essa premissa, percebe-se que o Brasil enfrenta vários desafios em relação a xenofobia e um deles é a falta de solidariedade em relação ao outro. Desse modo, é deveras importante que a educação nas escolas pratiquem atos solidários com refugiados e ensinem as crianças desde cedo que eles fazem parte de uma parte da história do país.
Outra análise pertinente é sobre o mito do brasileiro cordial, que apesar de ser miscigenado, é um povo que exclui socialmente, seja pela cultura diferente, seja pela religião. Segundo o sociólogo Sergio Buarque de Holanda, o brasileiro finge ser cordial e bondoso mas na realidade ele é preconceituoso e aversivo ao “diferente”, ou seja, apesar da grande diversidade no país, o indivíduo tem medo da desnacionalização que significa perda de identidade e se sente inseguro por achar que o estrangeiro torna o mercado de trabalho mais competitivo. Seguindo essa linha de raciocínio, o autor de Raízes do Brasil, afirma que o brasileiro é autoritário, não aceitando os indivíduos de outros países. Dessa maneira, é deveras importante que o Governo associado ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os refugiados (ACNUR) interfira nas violências contra os estrangeiros.
Percebe-se, portanto, que devido à falta de empatia e à falta de cordialidade do brasileiro, existem diversos casos de xenofobia no país. Em razão disso, o Ministério da Educação atrelado as escolas, deve implantar na grade escolar atos solidários que contribuam para a aproximação com a vida de refugiados e miniminize os casos de aversão a eles, contribuindo para as crianças criarem afeto e compaixão com o próximo. Com isso, constituir-se-á um Brasil melhor que acolha a todos, principalmente, refugiados que necessitam de ajuda.