Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 08/04/2019

Em “O Poder do Hábito”, o autor, Charles Duhhing, apresenta, na segunda parte do livro, hábitos que levaram empresas falidas a conseguirem estabilidade no mercado e consumidores “fiéis”. Duhhing explica como certas atitudes elevaram o patamar dessas firmas e de como a “necessidade” de outras (hábitos inseridos compradores), fizeram com que estas empresas permanecessem no auge das vendas. Contudo, embora seja importante consumir, no Brasil, a cultura de consumismo exacerbado tem se mostrado, cada vez, mais instituída no dia a dia dos brasileiros, o que se deve a fatores como: a inserção em bolhas sociais e a conexão entre estruturas algorítmicas cujo objetivo é criar, no indivíduo, a necessidade de compra.

A princípio, é importante ressaltar que o século XX teve grande importância para implantação de novos hábitos sociais. Eventos como a Guerra Fria e o surgimento da internet propiciaram a expansão do perfil de uma nova sociedade, a sociedade do consumismo; esta, de maneira abstrata, ganha cada vez mais espaço nas estruturas sociais, além de difundir a ideia de que é necessário obter para se sentir realizado. Logo, com a ajuda da obsolescência programada – termo referente ao “prazo de validade” definido a certos produtos – e do slogan “você é/vale o que você tem”, o cidadão, para se incluir em determinada bolha social, sente a necessidade de adquirir tais produtos para se igualar ao padrão daquele grupo.

Ademais, os algoritmos e o marketing incorporados às mercadorias têm como função, induzir o indivíduo a comprar antes mesmo que ele pense nessa alternativa; Em “O Poder do Hábito”, Charles remonta ao exemplo de empresas de fastfood, como é o caso do McDonald´s, esta, além de oferecer uma comida rápida, deliciosa (que pode substituir uma refeição) e com preços baixos, possui uma estrutura padronizada de arquitetura e atendimento que tende oferecer aos clientes a sensação de estar presente num ambiente familiar, levando-os, aos poucos, a trocarem refeições padrões, como o jantar em casa, por uma refeição no fastfood.

Infere-se, por conseguinte, medidas necessárias para resolver o impasse. É indispensável uma pauta sobre educação financeira, devido a isso, é de urgência que o Governo, em parceria, com o Ministério da Educação promova uma mudança na grade curricular das instituições de ensino, onde deve buscar inserir aulas sobre educação econômica desde o ensino fundamental no intuito de instruir crianças e adolescentes sobre o gasto e consumo consciente e a importância de economizar para que, por fim, estes não venham a ser consumidores compulsivos e desorientados e possam, através da educação, desenvolver, também, ferramentas em prol do desenvolvimento econômico do país.