Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 08/04/2019
Com o advento da Revolução Industrial, os ideias capitalistas difundiram-se por todo o mundo, caracterizando a formação de uma sociedade consumista. Dessa forma, o consumo desenfreado obteve dimensões preocupantes, sobretudo, em razão da relevância no status social, bem como à ausência da educação financeira, que ensine os indivíduos o consumo consciente e sustentável.
A princípio, infere-se que o os hábitos de consumo de bens exclusivos é impulsionado pela necessidade de exercer e exibir poder econômico, tendo em vista manter ou atingir um padrão elevado de consumo. Com isso, o poder aquisitivo do indivíduo corresponde à sua importância na sociedade, já que, assim como preconizado pelo sociólogo Zygmunt Bauman, todos estão submetidos a tempos líquidos, em que o imediatismo e a superficialidade se ressaltam em relação à preocupação com o futuro. Por conseguinte, o consumo de produtos desnecessários torna-se um mecanismo para que o cidadão seja valorizado no meio social.
Nesse viés, é válido ressaltar a necessidade do ensino financeiro para os discentes. Segundo o educador Anísio Teixeira, a escola é responsável também pela construção de atitudes. Sob essa ótica, a atuação das escolas na orientação e formação financeira dos indivíduos se faz indispensável no combate ao consumo excessivo que, por sua vez, além de ocasionar instabilidade financeira, suscita o desequilíbrio ambiental. Seja devido a extração de matéria-prima, seja pela produção de grande quantidade de lixo que voltará como produto nocivo ao planeta.
Com efeito, torna-se evidente a necessidade de superar o problema. Para tanto, o Ministério da Educação em parceria com meios midiáticos deve estimular o pensamento crítico da população por meio de palestras nas escolas e da exibição de propagandas nos meios de comunicação em massa, visando desviar da sociedade hábitos de consumo desenfreado. Cabe-lhe, ainda, investir na educação financeira de discentes no âmbito escolar através da inserção dessa disciplina na grade curricular, garantindo que um cidadão que possua orientação financeira não encontre a necessidade de consumir de forma excessiva e danosa ao meio ambiente. Só assim o Brasil encontrará equilíbrio entre consumo e sustentabilidade.