Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 13/04/2019

Com a Revolução Industrial, a Globalização e o avanço tecnológico, os hábitos de consumo foram adquirindo cada vez mais importância de modo que o poder aquisitivo de um indivíduo corresponde diretamente ao seu valor social. Nesse sentido, a influência midiática e a relevância do status social interferem negativamente no corpo social. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover melhorias a esse quesito.

Deve-se pontuar, de início, que as influências dos meios de comunicação atuam tanto de forma direta quanto indireta, estabelecendo constantemente padrões de consumo à sociedade. Nessa lógica, novelas, propagandas, filmes, séries e redes sociais, definem, pelas indústrias de consumo, o que os indivíduos devem comprar e como se comportar. De acordo com a pesquisa divulgada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), apenas 28% dos brasileiros, em 2017,  eram considerados consumidores conscientes. Logo, a condição de vulnerabilidade é inegável e uma grande parcela da população está à mercê dos padrões impostos que os levam a um hábito, infelizmente, compulsivo e, a um certo nível, doentio.

Além disso, o poder de compra de um indivíduo é o que corresponde ao seu valor social, demonstrando essa perspectiva no ditado popular que diz: “o homem vale aquilo que tem”. Por conseguinte, o gasto com produtos desnecessários torna-se indispensável para que o cidadão seja valorizado no meio social. Como ressaltado pelo sociólogo e filósofo Zygmunt Bauman, os indivíduos da modernidade líquida são regidos pelo lema ‘‘consumo, logo existo’’. Dessa forma, as pessoas são estereotipadas segundo o que compram, não se vale mais a personalidade para defini-las, mas sim, o que adquirem.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para atenuar o impasse. O Ministério da Educação deve implementar medidas educacionais que promovam engajamento, por meio de palestras, debates e campanhas publicitarias com psicólogos e professores. Essa ação deve-se ocorrer em escolas, universidades, redes sociais, televisão, rádio. Espera-se com isso que os cidadãos brasileiros se tornem consumidores mais conscientes e donos de suas próprias vontades e, além disso, consumam por necessidade e satisfação e não apenas para demonstrar poder aquisitivo aos demais.