Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 13/04/2019

Os hábitos de consumo, no Brasil, são indiscriminados. O Instituto Akatu publicou o resultado de sua pesquisa sobre consumo consciente, apontando que 76% dos 1090 entrevistados não economizam frente às compras. Sendo assim, diante de uma sociedade capitalista, o consumismo é encarado como um tipo de lazer que ajuda a reduzir o estresse cotidiano, além de ser disseminado pela mídia que reforça os padrões de comportamento em relação às “modinhas”. Diante disso, é necessário que se crie uma conscientização econômica, visando a redução das diferenças de classes e o desenvolvimento de práticas sustentáveis.

Primeiramente, a caracterização de Gilberto Freyre no livro “Casa-Grande e Senzala” é visível na sociedade moderna. A casa-grande como sendo a cobertura dos privilegiados. A senzala, espaço dos demais. Além disso, o enraizamento desse padrão proporcionou a valorização de ambientes que “aproximam os iguais”. Os “shopping centers”, são exemplos de ambientes determinantes pelo poder de consumo, onde a renda é a senha para a inclusão social. Logo, os indivíduos sentem-se instigados a comprar cada vez mais como uma maneira de se enquadrarem numa sociedade elitista possuidora de bens.

Outrossim, diante dessa associação entre consumo e qualidade de vida, o meio ambiente tornou-se insustentável, desde a extração de matéria-prima para a fabricação dos produtos até o destino que esse objeto tem após o seu uso. Prova disso, segundo o relatório do Planeta Vivo (WWF), a população mundial consome 30% a mais do que o planeta consegue repor. Dessa forma, é necessário repensar os gastos, tendo em vista as bases do Desenvolvimento Sustentável, dando preferência a mercadorias biodegradáveis e àquelas com tempo de vida maior, além de reduzir o consumo desnecessário pois, quanto menos se consome, menos se produz.

Portanto, a fim de diminuir as desigualdades das classes sociais e promover uma sociedade conscientizada ambientalmente e economicamente frente aos hábitos do consumo, é preciso uma ação trissetorial entre os Parâmetros Curriculares Nacionais, o Ministério do Meio Ambiente e os cidadãos, que devem promover projetos de práticas ambientais sustentáveis e incluir em séries de ensino Fundamental II e Médio noções introdutórias de Economia e hábitos de consumo consciente devidamente adaptados às faixas etárias, proporcionando condições de controle financeiro aos indivíduos e um ambiente limpo e com recursos para as gerações futuras.