Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 14/04/2019
A globalização surgiu como forma de interação econômica e social entre os países, nesse contexto em meados do século XX, surgiu um modelo de produção que intensificou o processo de vendas: o método flexível. Tal modelo ficou conhecido como Toyotismo, em visão de aprimorar o mercado, logo, ampliando a ascensão da era do consumismo, caraterizada como uma forma de interligação entre mercado e consumidor, contudo, nessa perspectiva surge-se uma divergência social, a crise do capital nas classes baixas e, também, ao hábito do consumo alienado, consequências vinculadas a globalização ilustrativa, difundida na sociedade moderna.
Nesse sentido, o sistema capitalista fortaleceu através da rotatividade do capital monetário, em função do mercado produtor. Dessa maneira, revolucionaram mecanismos de influência ao consumo, sendo hodiernamente efetivo em toda esfera mundial, como, as propagandas fundidas na visão de persuadir o consumidor, e ao surgimento do cartão de crédito, tornando-se os maiores manipulador do consumo. Com isso todos esses elementos estão associados ao sistema de construção da globalização como uma fábula, onde o mundo é um lugar próspero e dinâmico, ou seja como um mito da realidade social, salienta o geógrafo Milton Santos em sua obra Globalização Perversa. O consumo foi revolucionado com o sistema de produção, onde o mercado formata uma satisfação perversa, no intuito de apenas visar interesses econômicos, assim, expressando a crise da desigualdade do sistema capitalista.
Além disso, a essa dimensão de práticas, vale ressaltar a divergência do consumo com o poder aquisitivo de denominadas classes. Bem como, a subordinação do mercado, como a ´´Promoção´´, no qual estabelece seu interesse nas baixas classes, com uma ideologia instrumental de manipular o consumidor, dessa maneira barateando os produtos em uma proporção que não afete o mercado, a fim de atingir o maior número de vendas, ou seja de modo que seja acessível a todos os públicos. Contudo, no início do século XX, o grau de desigualdade apresentou crescimento acelerado, atingindo níveis extremos no auge da instabilidade econômica de 1989, após o desenvolvimento industrial o mercado intensificou a pobreza.
Portanto, a interação entre o mercado e consumidor deve ser reivindicada, fragmentando a manipulação. Desse modo, cabe aos agentes do mercado financeiro apontar sobre os males das propagandas e manipulações aos consumidores, orientando, mediante comerciais em redes abertas alertando os riscos e consequências do consumo exacerbado, a fim de evidenciar a realidade da globalização no cenário real, estimulando o senso crítico dos consumidores, assim, tornando-os conscientes às práticas do mercado produtor, por conseguinte, equilibrando a economia social e estatal.