Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 14/04/2019
Para superar a crise de 1929 nos EUA, o então presidente Rooselvelt investiu no famoso plano econômico conhecido como New Deal, esse plano keynesiano tinha como objetivo aumentar o consumo interno para vencer a grande depressão. Desde então, o consumo é tido como fator chave para qualquer economia capitalista, porém essa cultura em sociedades extremamente desiguais como o Brasil, tem provocado nos jovens da periferia a ilusão de entrada na criminalidade como única possibilidade de consumir o que não é acessível a sua classe.
Em primeiro lugar, de acordo com o filósofo e economista Adam Smith “O consumo é a única finalidade e o único propósito de toda produção”. Nesse sentido, não é interessante desestimular o consumo, pois ao fazer isso haverá, de maneira negativa, um impacto direto nos empregos de milhões de brasileiros, já que a grande maioria desses tem como sua ocupação a produção de algum bem ou serviço que deixará de ser consumido.
Contudo, em sociedades desiguais o consumismo pode se tornar um grande catalizador para a criminalidade. O movimento do funk ostentação, produzido por jovens pobres, demonstra o desejo dessa classe por artigos de luxo que são muito distantes de sua realidade. Portanto, somando-se esse desejo de consumo inacessível às promessas de grandes quantias de dinheiro oferecidas pelo crime organizado, surge então um cenário bastante sedutor para os jovens periféricos, os quais muitas vezes acabam se rendendo à criminalidade para alcançar seus sonhos de consumo.
Evidencia-se, portanto, que o consumo é essencial para o país, porém é necessário que esse se torne mais acessível a todos. Para solucionar essa problemática, cabe ao Ministério da Economia encaminhar à Câmara dos Deputados um projeto de mudança tributária com a finalidade de diminuir o imposto sobre consumo e aumentar a taxação sobre salários e grandes fortunas. Dessa maneira, é possível diminuir a desigualdade e tornar o consumo mais acessível a toda população brasileira.