Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 10/04/2019

Ser ou Ter, eis a questão.

O hábito do consumo deixou de ser realizado por razões de necessidade, atualmente, essa pratica é tida como lazer, diversão, status e até terapêutico. Por consequência disso temos compras desenfreadas e o que seria algo para uso indispensável, torna-se apenas para alimentar o desejo pessoal e social do individuo.

Essa pandemia atingiu diferentes épocas e está presente em todas as gamas da sociedade, marcas como Apple e Armani que outrora era predominava nas categorias mais elevadas, hoje em dia pode ser vista em qualquer classe da sociedade. O ser está em detrimento do ter (como abordar Erich Fromm no seu livro de 1976), a moral está em declínio para o artificialismo e a ética para o mero “textão de facebook”, a construção dessa nova sociedade embasada pelo consumismo do “ter” revela as consequências que temos hoje.

Cada vez mais cedo os jovens vem se tornando um consumidor por esporte e o resultado nos mostra mais pessoas estão se endividando de forma precoce, estão comprando mais que ganhando, as redes sociais, Tv e cinema apenas fortalecem cada essa doutrina que é imposta indiretamente. Os frutos desse estilo de vida vão além da divida monetária, de depressões até a perca de identidade sócio-cultural da pessoa, que enxerga nos produtos uma vida ideal, um modelo a ser seguido, transformando-o  como mostrado no livro homônimo “Fight Club”, um escravo das marcas mundiais em paralelo da ruína de sua saúde física e mental.

O conhecimento de si próprio é enfatizado nas literaturas de guerra na antiga China, na filosofia grega e na religião judaica-cristã, essa gnose nos permite ir além do que um dito social, permite saber o que real agrega em nossa convivência de forma cultural. Esse ensinamento nos auxilia a um domínio próprio, em diversas áreas da vida, um controle de o que podemos gastar e o no que essa aplicação pode ser realmente efetivada. Um estudo da filosofia agregado com um domínio próprio permite ao homem ser além de um fantoche direcionado por marcas.