Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 12/04/2019
A ideia de consumismo é originada na Revolução Industrial do século XVIII, quando se tem início o sistema de trabalho assalariado e a manufaturação através das máquinas. Ao sustentar-se nisso, a atual economia brasileira se torna produtora desenfreada, comercializadora de padrões midiáticos para a estimulação de uma sociedade consumista, e não consciente de seus atos.
Uma das motivações de consumo ocorre através da estimulação de compra por meio de padrões advindos da mídia. O pensamento de que é necessário obter um produto específico para que se faça parte de um grupo social, atinge brasileiros da maioria das classes econômicas, influenciando compras desnecessárias e não conscientes. Ademais, a falta de orientação sobre estas aquisições, assim como a pouca informação sobre condições de compras, leva o consumidor brasileiro a despender quantias maiores do que as que detém. Essa problematização, muitas vezes condicionada a juros excessivos, proporciona acúmulo de despesas, podendo desencadear, ainda, negativações.
Simultaneamente, a desigualdade social é expandida. Indivíduos das classes C, D, e E, despendendo sua renda inconscientemente, podem interceptar, certas vezes, o consumo de itens considerados realmente necessários. Já os indivíduos das classes A e B passam a consumir com a finalidade de obter prazer, possibilitando que a desigualdade de bens entre classes aumente cada vez mais.
Portanto, de tal forma que a sociedade de consumo brasileira seja interferida positivamente, é de certo necessário que uma educação financeira seja promovida. Esta, acessível tanto através de currículos escolares, quanto por meio de cursos comunitários, viabilizará a minimização do comportamento social de maus hábitos de consumo. Outrossim, é importante que seja estimulada a aquisição de artefatos de comercialização local, através do maior apoio estatal sobre estes produtores, na busca por equilíbrio entre diferentes classes econômicas.