Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 11/04/2019

A Revolução Industrial proporcionou uma maior oferta de produtos a todas as camadas da população, aumentando e modificando, assim, a relação das pessoas com o ato de comprar. Junto a isso, no século XVIII, surgiu na América o “American Way of Life”, que pregava o consumismo exagerado. Entretanto, esses ideais perpetuam na sociedade e, no caso dos brasileiros, que geralmente não possuem uma boa educação financeira, acabam cedendo às pressões impostas pela indústria e se endividam. Além disso, o consumismo afeta negativamente o meio ambiente.

A publicidade (que lhe induz a pensar que necessita de determinado produto), a moda e a vontade da pessoa se encaixar em determinados grupos são as principais causas do consumismo. Essa pressão da mídia e o desejo que alguns possuem de se sentirem pertencentes a uma parte da sociedade faz com que um simples consumidor caia no que Karl Marx denominou “fetichismo da mercadoria”, que é quando adquire-se algo visando algum status que aquele produto dará e não a sua devida utilidade. Isso é um risco, pois pode levar a pessoa a um consumismo desenfreado, ocasionando, assim, dívidas e até mesmo problemas de saúde, pelo fato de não conseguir administrar sua situação financeira.

Outrossim, o meio ambiente também sofre com o consumismo desenfreado. Em primeiro lugar, a extração dos recursos naturais para o abastecimento de fábricas, já agride extremamente a natureza, como, por exemplo, a utilização de agrotóxicos na agricultura, desmatamentos e queimadas. Outro momento crucial é no descarte dos resíduos, pois, como na maioria do Brasil, não existe aterros sanitários adequados para o descarte desses materiais, acabam em lixões e assim contaminando todo o ecossistema. Logo, é possível perceber que há uma proporcionalidade entre consumo e degradação ambiental.

Portanto, para que se possa mudar esse cenário de consumismo que traz malefícios tanto pessoais, como dívidas e até doenças psicológicas, quanto sociais, tal qual degradação do meio ambiente, deve-se tomar algumas atitudes. Contudo, a mais importante delas, é a implementação nas escolas de uma disciplina sobre educação financeira, que ensinará aos jovens como administrar seu dinheiro de forma mais prática do que se aprende na aula de Matemática. Unido a isso pode-se evidenciar, na disciplina de Filosofia, autores que já se debruçaram no tema do consumismo, como o Sygmund Bauman em seu livro Vida para Consumo. O Ministério da Educação pode também disponibilizar cursos para pessoas de baixa renda em escolas públicas, para ensiná-las como administrar e investir o dinheiro ganho.