Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 13/04/2019

Desde a Revolução Industrial, no século XVIII e evolução do capitalismo como consequência da mesma, o mundo vem priorizando cada vez mais o hábito de produzir e consumir demasiadamente. Deste modo, pode-se destacar a persistência do consumismo como uma prática prejudicial enraizada em uma sociedade totalmente capitalista. Nesse cenário, cabe destacar dois fatores que contribuem para tal problemática, tais como: a obsolescência programada em consonância com a influência  da esfera midiática.

É indubitável que o consumo irracional tem configurada a sociedade pós moderna. Como consequência disto, industrias produzem cada vez mais mercadorias com prazo de funcionamento limitado. Umas das principais estratégias comerciais, denominada como obsolescência programada. Tal método consiste em tornar um produto obsoleto e induzir o consumidor a comprar, prejudicando não só o mesmo, como também toda sociedade, uma vez que, o acúmulo de lixo eletrônico obsoleto torna-se extremamente prejudicial ao meio ambiente. Ademais, existe um padrão estabelecido pela sociedade que associa o consumo a ideia de pertencimento e é sinônimo de felicidade e status. Como já dizia o Sociólogo Polonês Zygmunt Bauman, vivemos tempos líquidos. Nada é para durar.

Outrossim, destaca-se a influência midiática como impulsionadora do problema. Já dizia o empresário Americano Steve Jobs, as pessoas não sabem o que querem até mostrarmos a elas. De maneira análoga, é possível perceber que, as pessoas criam necessidades irrelevantes baseadas em propagandas e marketing que tentam persuadi-las e adquirem algo pelo simples prazer momentâneo. De acordo com um estudo do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), cerca de 3 em cada 10 consumidores no Brasil consideram as compras como o tipo de lazer favorito. Porém, vale salientar que, nem todos tem o orçamento necessário para seguir tal padrão e acabam ficando endividados.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Destarte, o Governo deve investir em políticas públicas que desenvolvam os aspectos e consequências do consumismo e que fiscalizem industrias que prejudicam seus consumidores e o meio ambiente. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC), deve instituir, nas escolas, palestras sobre educação financeira, com auxílio de especialistas do setor econômico, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não vida a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.