Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 11/04/2019
Durante o século XVIII ocorreu a Revolução Industrial, que proporcionou o aumento da produtividade das fábricas e, consequentemente, preços mais acessíveis para a população. Em conjunto ao acontecimento, a necessidade de aliviar o estresse do cotidiano gerou o crescimento exorbitante do consumismo na sociedade. No Brasil contemporâneo, o consumismo perpetua-se devido à influência da mídia e à ausência de educação financeira na maioria das escolas brasileiras.
Em primeiro plano, é possível perceber que a influência do setor midiático intensifica o consumismo no Brasil. No século XVIII, os pensadores da Escola de Frankfurt dissertaram sobre o termo Indústria Cultural, que representa o modo de fazer cultura, baseado na importância do lucro. Analogamente a esta ideia, percebe-se que esta prática perpetua-se pelos meios de comunicação que, por meio de propagandas gera a necessidade, muitas vezes inexistente, de consumir produtos, com o objetivo de gerar renda aos produtores. Dessa forma, a mídia legitima o consumo desenfreado da sociedade brasileira.
Outrossim, vale destacar que a ausência de educação financeira na maioria das escolas perpetua o consumismo. O sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra “Modernidade Líquida”, afirma que na contemporaneidade a forma de prestígio social vigente baseia-se no status de consumidor de um indivíduo. A partir da tese do profissional, verifica-se que a necessidade de inclusão na sociedade gera nas pessoas a necessidade de consumir e a carência de um aprendizado financeiro durante o colegial gera a quase inexistência de um conhecimento acerca do consumo consciente e sustentável. Sendo assim, o precário investimento no ensino econômico acentua a compra desenfreada de mercadorias no Brasil.
Torna-se evidente, portanto, a importância de se combater o consumismo no Brasil. Pra isso, cabe ao Ministério da Educação promover medidas pedagógicas, por meio de mudanças na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que valorizem a aquisição consciente e sustentável de mercadorias, a partir do ensino financeiro nas escolas, com o objetivo de mitigar a compra desenfreada. Dessa forma, a sociedade possuirá um maior conhecimento econômico, a fim de alcançar o equilíbrio do consumo no cotidiano.