Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 12/04/2019
Consumismo é a ação de comprar em demasia, sem necessidade, sendo motivado por impulso ou desejo de comprar. Como reflexo da globalização e da mídia, o ato de consumir em excesso tem se tornado fortemente presente nas sociedades capitalistas modernas, desencadeando uma série de consequências sociais, ambientais e econômicas.
Em primeira plano, é possível observar a influência da indústria cultural sobre os hábitos de consumo dos brasileiros, no qual são criados padrões de comportamentos de consumo que visem atender a demanda de venda das empresas. Nesse contexto, se insere o conceito de “obsolescência programada”, que representa a estratégia de fabricantes em desenvolver produtos que tornam-se obsoletos ou não-funcionais em um curto prazo de tempo, impondo ao consumidor a necessidade de adquirir novas versões do bem ou serviço em questão. Além disso, os anúncios publicitários associam constantemente o ato de consumir com a felicidade ou bem-estar. Segundo pesquisa divulgada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), 36% da população brasileira faz compras para aliviar o estresse, e 3 a cada 10 brasileiros acreditam que comprar pode melhorar o humor.
Em segunda análise, conforme o processo de produção de bens e serviços aumenta, a degradação ambiental também cresce, evidenciada pelo importante geração de lixo, em especial o tecnológico, podendo causar a contaminação do ambiente por metais pesados, levando à prejuízos de saúde, bem como comprometimento da biodiversidade local. Conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU), 44,7 milhões de toneladas de lixo eletrônico foram produzidos somente no ano de 2016.
Além das questões ambientais, o consumismo traz também consequências econômicas para os brasileiros, como o comprometimento financeiro familiar por meio de uma quantidade excessiva de dívidas. Os cartões de crédito, a possibilidade de compras parceladas, o cheque especial, são fatores que ampliam, ainda que aparentemente, o poder de compra dos indivíduos, induzindo-os à sobrepujar o seu orçamento, consumindo artigos muitas vezes supérfluos.
Portanto, medidas são necessárias para resolver este impasse. O Ministério da Educação, em articulação com as secretarias estaduais e municipais de educação, devem implantar na base nacional curricular das escolas, a disciplina de educação financeira, desde as fases mais inciais do ensino fundamental, visando a formação de cidadãos com uma mentalidade voltada para um consumo consciente. Ademais, as empresas de tecnologia em parceria com universidades e escolas de todo país, devem promover palestras sobre o adequado descarte do lixo eletrônico, de forma que esses produtos recebam o destino correto diminuindo a contaminação do meio ambiente.