Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 14/04/2019
Durante a transição da passagem da Idade Média para a Moderna, houve um processo de monetarização, onde o comerciante passou a trabalhar tendo finalidade na obtenção de lucros e acúmulos de capitais. Posteriormente, foi sendo formado o mercado de trocas, o qual garantia a venda do que era produzido. Isso acabou contribuindo para a formação da sociedade consumidora atual, a qual vêm se tornando um problema a ser tratado, inclusive no Brasil.
A priori, segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), aproximadamente 30% da população brasileira são consumidores conscientes, que são aqueles que levam em conta sua condição financeira, na hora de sair comprando. Por outro lado, o restante da sociedade compra desenfreadamente, porém, muitos acabam sendo influenciados pelas propagandas nas mídias ou sendo atraídos pelas promoções. Pois como afirma o sociólogo Zygmunt Bauman, “O consumismo de hoje, porém, não diz mais respeito à satisfação das necessidades…”. Além disso, tem os consumidores compulsivos, os quais possuem um transtorno motivado pela ansiedade e que só é saciada quando realiza várias compras.
A posteriori, essas ações acabam gerando despesas além do rendimento, o que contribui para o endividamento e acúmulo de contas do cidadão, levando a uma falta de estabilidade financeira. Pois, de acordo com o escritor Érico Veríssimo, “O objetivo do consumidor não é possuir coisas, mas consumir cada vez mais e mais, a fim de que com isso compensar seu vácuo interior, a sua passividade, a sua solidão, o seu tédio e a sua ansiedade”. Assim como, acentua a diferença de classe do país, o qual colabora para uma exclusão social e julgamento das pessoas, por elas não possuírem tal objeto ou roupa da moda.
Tendo em vista os aspectos observados, conclui-se que é essencial o tratamento da sociedade consumidora o quanto antes. Portanto, é fundamental a disponibilidade de profissionais pelo Ministério da Saúde, a fim de ajudar as pessoas com o distúrbio do consumo compulsivo. Como também, a própria sociedade se conscientize da importância de buscar ajuda para conseguir se tratar, diminuindo as compras desenfreadas. Além disso, ser estimulado o consumo consciente desde a infância, pelo Governo em parceria com as mídias nacionais, com campanhas e comerciais sobre o assunto, contribuindo para uma melhor formação do indivíduo.