Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 13/04/2019
O advento da Revolução Industrial trouxe consigo diversas mudanças, dentre elas o hábito de comprar, ao invés de produzir. É incontrovertível o crescimento e evolução de uma já existente sociedade de consumo, na qual a população compra desenfreadamente, muitas vezes sem necessidade. Entretanto, o consumismo excessivo pode trazer problemas diversos, como dívidas exorbitantes em cartões de crédito, e um destaque cada vez maior nas diferenças de classe presentes no país.
Muitas pessoas, ao começar a utilizar serviços bancários, desconhecem alguns benefícios oferecidos pelas agências, como a possibilidade de gratuidade ao abrir uma conta, ou outras soluções além do crédito especial para evitar despesas e quitar seus débitos. Essas informações, que deveriam ser expostas em locais de circulação de todos os bancos, muitas vezes não estão presentes, o que não favorece as pessoas que não buscam se informar através de outros meios.
Ademais, além de as compras desnecessárias resultarem no acúmulo de dívidas, tornam ainda mais visível as diferenças sociais e econômicas do país. Enquanto os grupos A e B adquirem bens por lazer, e tem o benefício do débito e das compras à vista, os grupos C e D, influenciados muitas vezes por propagandas e promoções, acabam contraindo despesas na tentativa de seguir padrões que não correspondem à sua realidade.
Dito foi por Auguste Comte que “é preciso ver para prever, e prever para prover”. Logo, tendo em vista o caráter problemático do consumismo desenfreado, e sendo prevista sua continuidade, o governo deve prover mecanismos para diminuir a amplitude da questão. O Ministério da Educação deve inserir disciplinas economicas na grade curricular dos ensinos fundamental e médio, de modo a formar cidadãos conscientes e com discernimento necessário para realizar orçamentos pessoais e consumir conscientemente.