Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 13/04/2019
Pós Segunda Guerra Mundial, como válvula de escape para as tragédias resultantes desse confronto, foi criado o termo " American way of life" ou “estilo de vida americano”, o qual os Estados Unidos criou como forma de vender a ideia da felicidade pelo consumo, dessa maneira as pessoas passaram a ser cada vez mais consumistas. Analogamente, é notório que esse hábito infestou o mundo todo, inclusive o Brasil, país em que mesmo quando está em crise mostra não ter educação financeira e faz compras de forma desenfreada. É evidente, portanto, que esse âmbito ganhe mais notoriedade para evitar possíveis transtornos psicológicos causados pelo vício ao consumo ou pelo alto endividamento.
Diante desse cenário, vale ressaltar, que a Revolução Industrial também foi um forte exemplo de uma sociedade do consumo, visto que esse processo estimulou a produção, transporte e venda em massa, gerando renda para a população consumir com frequência. Hodiernamente, essa frequência de consumo atua de forma desequilibrada, na qual as pessoas estão perdendo renda, e mesmo assim compram por impulso, sem que tenha uma efetiva necessidade. Nesse contexto, de acordo com a reportagem do G1, 76% das pessoas não praticam consumo consciente no Brasil. Desse modo, é relevante o desenvolvimento de propagandas que ao invés de estimularem a compra, estimulem o desenvolvimento de ensino e melhoria em relação a administração dos rendimentos dos consumidores, todavia este é um grande obstáculo, uma vez que o capitalismo se apresenta como grande barreira dessa quebra de paradigmas.
Sob essa perspectiva, o conceito de fetichismo da mercadoria, criado por Karl Marx, é uma relação social entre pessoas mediada por coisas, aonde as pessoas agem como coisas e as coisas, como pessoas. Logo, é visível a enorme toxidade presente em uma sociedade que se deixou levar pelo capitalismo e sai comprando tudo que vê pela frente, priorizando viver da forma mais superficial possível. Somado a isso, as propagandas, com seu poder de persuasão, tem forte influência na oneomania - doença do consumismo compulsivo - ,a partir do momento em que enchem as telas da tv com anúncios que instigam a pessoa, que mesmo sem precisar daquele produto, acaba comprando, principalmente as crianças e adolescentes. Por certo, a educação financeira é essencial para os jovens.
Sendo assim, a CONAR,uma instituição que fiscaliza a ética da propaganda comercial veiculada no Brasil, deve ser mais rígida ao liberar propagandas tendenciosas, de forma a diminuir o ideal do consumismo. Ademais, o MEC, responsável pelos assuntos relacionados à educação, deve exigir das escolas, a criação de uma matéria sobre educação financeira, e com isso irá ensinar o ser humano a ter limites desde criança, onde é a base de tudo.