Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 21/04/2019
Na medida certa
Tratar de hábitos é pensar sobre recorrência. Quando refletimos sobre esses na sociedade brasileira, vemos a existência de maus costumes. Um deles é o consumo desenfreado, perpetuado por uma metrópole que não tinha noção de poupança, que se deve a fatores como escassez da educação financeira e a irresponsabilidade social.
Tem sido corriqueiro, nas redes sociais, reclamações, por parte dos estudantes, a cerca da falta de disciplinas que preparem os cidadãos para a vida adulta e suas responsabilidades econômicas. Logo, quando se deparam com gastos, investimentos e direitos que os fazem poupar o salário, não se tem noção de planejamento para evitar possíveis dívidas ou até mesmo para aproveitar a vida sem estar no limite do orçamento.
Outro fator é a irresponsabilidade do indivíduo frente às novidades que o mercado proporciona todos os dias. Levados, muitas vezes, não pela necessidade de ter, já que muitos gastos são supérfluos, mas sim, para formação identitária. No filme “Os delírios de consumo de Becky Bloom” vê-se a compulsão por compras. A personagem com alto poder aquisitivo gasta demasiadamente e tal vício a leva à falência. Esta situação torna-se ainda mais triste quando no Brasil, pois o ato compulsório não provém, na maioria dos casos, das elites, que são ricas.
Assim sendo, nota-se a importância tanto de investimento pelo poder público, através do Ministério da Educação, inserindo ensino financeiro na grade curricular, como a participação da população atentando para prejuízos ambientais e endividamentos. Partindo de tais atitudes, terá-se, então, uma sociedade que poupa para proveito futuro e que tenha ciência de que consumo é bom, mas na medida certa.