Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 15/04/2019

Com o advento da Revolução Industrial no Brasil, século XIX, houve a possibilidade de se produzir em larga escala e satisfazer a demanda dos consumidores. Tal progresso fomentou a necessidade de consumo no país, o que pode se tornar problemático quando tomado de maneira exacerbada em pleno século XXI. Nesse contexto, faz-se relevante destacar a influência midiática aliada à vontade individual de se aproximar dos detentores de poder aquisitivo.

É de suma importância abordar, em primeiro plano, as consequências do poder dominador midiático sobre os hábitos do consumo dos brasileiros. De acordo com o filósofo ÉMILE Durkheim, em sua teoria do fato social, a coercitividade é uma força social que os padrões de uma sociedade exercem nos indivíduos, coagindo-os à cumpri-los. Ao partir de tal pressuposto, nota-se o quão esse princípio  do pensador se faz presente na vida dos consumidores, haja vista que seus comportamentos, tal como a forma de consumo, são constantemente ditados por blogueiros, youtuberes e propagandas. Dessa forma, o indivíduo fascinado ao gastar sem limites, cultiva problemas sérios para o futuro.

Outro fator agravante é a sensação de igualdade entre as classes que o consumo exacerbado trás para muitos indivíduos. Em conformidade com o antropólogo Darcy Rybeiro, " O Brasil, último país a acabar com a escravidão, tem uma perversidade intrínseca na sua herança, que torna a nossa classe dominante enferma de desigualdade, de descaso". Ao seguir essa linha de raciocínio, é possível perceber que a enfermidade mencionada  pelo célebre, está intimamente ligada aos maus hábitos de compras desenfreadas e acúmulo de dívidas, para transmitir uma falsa imagem de poder. Desse modo, o indivíduo na tentativa de se inserir nos padrões sociais, acaba, por vezes, comprometendo o próprio nome.

Fica claro, portanto, que medidas fazem-se necessárias para amenizar o problema resultante dos maus hábitos de consumo. Nesse ínterim, é imperioso que os órgãos SPC e SERASA desenvolvam um aplicativo celular, que faça um planejamento eficiente de todos os gastos e enviem vídeos semanais, que abordem os malefícios de consumir em demasia, com o fito de reeducar os consumistas e desenvolver o senso crítico neles. Com tais medidas o Brasil poderá ter determinado progresso.