Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 15/04/2019
Uma das principais escolas Filosóficas Helenísticas, o Cinismo, o qual concerniu a Diógenes de Sínope sua propagação, alega que para auferir a ataraxia, certa paz de espírito e harmonia entre os seres, deve-se ausentar-se dos bens materiais e do sentimento de pertencimento a grupos sociais, se libertando das amarras impostas pela sociedade. Tal corrente filosófica, em primeira análise, diverge substancialmente da realidade contemporânea, uma vez que os hábitos de consumo estão cada vez mais latentes na sociedade brasileira, por conta, principalmente, do bombardeamento constante de propagandas que exortam ao consumismo. Assim, faz-se profícuo observar e resolver, quais são as práticas de consumação que acarretam grandes entraves no corpo social, bem como a parcialidade informacional dos brasileiros quanto a uma educação financeira.
Em primeira análise, é lícito postular que, o conjunto de mudanças que aconteceram, em exordial na Europa, com o advento da Revolução Industrial, na substituição do trabalho artesanal pelo assalariado e o uso de máquinas, levou o ínicio de uma sociedade de consumo que reflete até os dias atuais. Nesse sentido, tal panorama promove uma correlação entre consumismo e o desenvolvimento do corpo social, que gera prosperidade econômica para o estado; assim, a exacerbação na compra de diferentes produtos, é de grande interesse para o crescimento da nação, mas, se torna um entrave para a sociedade que reconhece o consumo como sinônimo de felicidade e bem estar, que quando não atingidas, tendem a desenvolver problemas psicológicos, que afetam diversos grupos sociais
Outrossim, é preciso compreender os efeitos negativos que os meios de comunicação causam e que concernem tal fenômeno patológico no Brasil. Isso, consoante ao filósofo, Karl Marx, a desvalorização do mundo humano aumenta em proporção direta com a valorização do mundo das coisas, logo se verifica que esse conceito encontra-se presente na sociedade, na medida que a utilização da mídia se intensifica, impondo aos cidadãos acreditarem que estão sendo favorecidos pelos avanços da comunicação, quando na verdade trata-se de uma manipulação de visa ampliar o consumo, propiciando estereótipos em diversos grupos sociais, que afeta a vida dos seres.
Impende, portanto, que o Ministério da Educação atue na criação de uma educação financeiras nas escolas, por meio de profissionais qualificados, que mostrem quais efeitos negativos o consumo exacerbado pode gerar para os seres, tanto físico e psicologicamente, de modo que venha a diminuir,drasticamente, o consumismo na sociedade atual. Outrossim, os mídia deve acabar com a imposição pela compra, através de campanhas elucidativas, para que os seres tenham controle das vontades próprias, e assim, possam encontrar a verdadeira ataraxia nas coisas simples da vida.