Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 18/04/2019
Desde a Revolução Industrial, a qual consiste na transição para novos processos de manufatura, ocorrida na Europa nos séculos XVIII e XIX, o mundo é gerado pelo poder capitalista. Juntamente com a produção e venda em massa, surge a sensação de segurança pelo trabalhador, com salários fixos capazes de gerar a concentração de capital. Tal acúmulo impulsiona a eclosão da atual sociedade de consumo, vítima de estratégias nitidamente apoiadas pelo espaço midiático manipulador com métodos que visam maior lucro oriundo de menor investimento possível, os quais proporcionam o agravamento do consumismo em questão, haja vista suas marcantes consequências ambientas e sociais.
A princípio, é importante evidenciar a numerosa aplicação da técnica de programação do tempo de vida útil dos produtos a serem vendidos para que tenham menor duração e, consequentemente, haja a necessidade da obtenção de uma nova mercadoria. A essa estratégia, dá-se o nome de obsolescência programada, que se intensifica quando auxiliada pelas mídias, nas propagandas que influenciam o telespectador, principalmente, na incessável compra de eletrônicos de última geração.
Posteriormente e análogo à ideia da elevada produção nas indústrias, é válido ressaltar que toda mercadoria, necessariamente, advém de uma matéria prima extraída do ambiente, essa, por vezes, não é descartada de maneira correta, o que contribui para a degradação ambiental, bem como o agravamento do efeito estufa, derivado do aumento da emissão de gases nocivos ao planeta Terra.
Por outro lado, empresas famosas espalhadas pelo Brasil e pelo mundo mascaram e produtividade resultante da exploração do trabalho. Tendo em vista a diminuição do custo de produção, no ano de 2014, em São Paulo, a rede varejista de roupas Renner foi responsabilizada por manter 37 costureiros bolivianos sob condição de trabalho análogo à escravidão, nitificando ainda mais os impactos da ambição pelo aumento do consumismo no Brasil.
Dessa forma, vê-se necessário não somente o aumento de verbas direcionadas ao Ministério do Trabalho por intermédio do Congresso Federal, a fim de facilitar fiscalizações nas grandes empresas, mas também a atuação do Ministério da Educação na aplicação de matérias e palestras no âmbito escolar, capazes de estimular o pensamento crítico dos alunos e sensibilizá-los a respeito do consumo consciente. Isso irá sintetizar a pauta do consumismo no país.